sábado, 24 de julho de 2010

O tempo de Deus


O tempo de Deus

Em alguns momentos, temos a impressão de que Deus está muito distante como se estivesse indiferente ás nossas necessidades, sem pressa alguma em nos atender. Surge, a partir daí, uma tensão, entre a nossa pressa e a aparente demora de Deus. O resultado, não raro, é a sensação de abandono, de agonia e de impotência total.

Há três reflexões que precisamos fazer nessas ocasiões. A primeira, Deus não tem pressa! O agir de Deus como Senhor do tempo, da vida e da história é na exata medida de sua precisão. Ele é perfeito em tudo que faz. A pressa é própria do homem. Nossas neuroses não combinam com a paciência de Deus, sendo sempre bom lembrar que a nossa pressa não altera a ordem natural das coisas. O fluxo da vida é como o leito de um rio, que corre sozinho, sem pressa que ninguém precise apressá-lo.

Em segundo lugar, a aparente demora de Deus deve ser entendida por nós como um tempo pedagógico. Enquanto esperamos, Ele nos está ensinando algo. Muitas vezes, é na expectativa da espera que encontramos tempo para um mergulho em nossa interioridade, mudamos nossas percepções, refletimos sobre nossos valores, sentimentos e prioridades. Esperar origina uma forma de aprender. Quando esperamos por Deus, estamos aprendendo com ELE.

Uma terceira reflexão que deparamos no espaço do tempo entre a procura e a resposta, é que na vida nada melhor que um dia após o outro. O tempo sempre nos traz á luz aquilo que não conseguimos enxergar de imediato, porque a pressa encobre nossa visão. Consequentemente, a paciência produz a experiência, e a experiência nos conduz á esperança. Quem quiser colher frutos no futuro, precisa aprender a plantar esperança e paciência. Logo, por que apressar o rio se ele corre sozinho e naturalmente?

A cultura do imediato, das respostas prontas, da comida rápida e das demais neuroses que a sociedade moderna nos impõe, acaba roubando de nós a paciência, uma das virtudes mais indispensáveis para quem quer viver uma vida melhor, e colher os frutos de um amanhã salutar.

A vida desenvolve uma contínua construção, sempre inacabada, que exige repensar valores, vivenciar novos sentimentos, aprender novas lições, conquistar novos espaços e vislumbrar novos horizontes. A vida é pedagogia pura. Ela é um aprendizado forjado nas lições do cotidiano.

Deixemos pois, que cada dia dê conta de si mesmo, e que despeje suas águas turvas, cheias de mazelas e tensões, sempre ao pôr do sol. Tenhamos sempre em mente que Deus está no controle de tudo inclusive do tempo. Porque, então apressar o rio? Siga o conselho de Jesus, o Mestre da vida:

"NÃO ANDEIS ANSIOSOS PELO AMANHÃ; BASTA CADA DIA O SEU PRÓPRIO MAL".
Deus não tem pressa! Nós é que não sabemos viver.

Recebido por email de: Pr. Estevam Fernandes - Primeira Igreja Batista de João Pessoa

Recomeçando de novo


Recomeçando de novo

Ocasionalmente ouço alguém dizer: “Se tivesse que viver outra vez, não mudaria nada”. Invejo essas pessoas, porque a minha vida não tem sido assim tão arrumada. Se pudesse refazê-la, mudaria muitas coisas. Se ao menos soubesse então o que sei agora!...

É claro que, exceto em fantasias sobre viagens no tempo, as pessoas não podem voltar atrás. Apenas podemos lembrar do passado enquanto vivemos o presente e planejamos o futuro. Mas com o passar de cada ano, há sempre o sentimento de um novo começo, um ponto de demarcação para mudanças necessárias e importantes no trabalho, relacionamentos, atividades, finanças e outras áreas.

Ao olharmos para o início do ano, a pouco tempo, consideramos a possibilidade de fazer as coisas de modo diferente, reescrever metas pessoais e profissionais, tomar “decisões”. Mas a vida é complexa e não podemos restaurar tudo o que parece necessitar de mudanças ou consertos. Ao fazer planejamentos ou estabelecer objetivos é melhor sempre conservar a simplicidade.

Nossos planos devem ser razoáveis para não nos frustrarmos ou desanimarmos. Se estiver devendo alguns milhares de reais, por exemplo, planejar ficar livre de dívidas até o final do ano, talvez seja algo irreal. Ao invés disso, que tal lutar para reduzir substancialmente essa dívida, saldando parte dela nesse período? Talvez tenha sonhado em ter seu próprio negócio, mas lhe faltam recursos para iniciá-lo. Quem sabe não seja uma boa estratégia ocupar-se de uma atividade paralela que desperte seu interesse, observando-a crescer gradualmente, até atingir o ponto em que seja auto-sustentável e possa manter você e sua família.

Nossas metas devem ampliar nossas possibilidades, desafiando-nos a níveis elevados de realização. Mas precisam ser mensuráveis e alcançáveis. Não almeje, por exemplo, competir numa maratona na próxima semana ou numa prova de triatlo, se nunca correu um quilômetro sequer. Ás vezes, metas são melhor atingidas através de passos sucessivos. A meta de receber treinamento ou educação adicional no próximo ano, a fim de preparar-se para uma mudança de carreira, pode ser ingrediente vital para crescimento profissional a longo prazo. A Bíblia oferece princípios valiosos para se começar de novo, formulando planos e estabelecendo metas:

. Deixar o passado no passado. Pessoas sábias aprendem com o passado, mas ficar lembrando fracassos passados é contraproducente e leva à derrota. O apóstolo Paulo se arrependia de coisas que havia em seu passado. Mas sabendo que não poderia mudá-las, decidiu simplesmente viver o presente e preparar-se para o futuro. “Uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que ficaram para trás e avançando para as que estão adiante, prossigo para o alvo, a fim de ganhar o prêmio do chamado celestial de Deus em Cristo Jesus” (Filipenses 3.13-14).

. Agir conforme oportunidades presentes. Muitos estão sempre planejando ou aspirando fazer algo de significativo, mas nunca colocam seus planos em ação, transferindo-os sempre para outro dia. A procrastinação é inimigo natural do sucesso. “Ouçam agora, vocês que dizem: ‘Hoje ou amanhã iremos para esta ou aquela cidade, passaremos um ano ali, faremos negócios e ganharemos dinheiro.’ Vocês nem sabem o que lhes acontecerá amanhã! ...Quem sabe que deve fazer o bem e não o faz, comete pecado” (Tiago 4.13-17).

. Fazer preparativos razoáveis para o futuro. O problema com o futuro é a incerteza. Quem sabe que acontecimentos inesperados afetarão nossos planos? Deus sabe. Então, faz sentido quando planejamos consultá-lo, buscando Sua sabedoria e direção. “Consagre ao Senhor tudo o que você faz, e os seus planos serão bem-sucedidos” (Provérbios 16.3). “Em seu coração, o homem planeja o seu caminho, mas o Senhor determina os seus passos” (Provérbios 16.9).

Por Robert J. Tamasy

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Um Grito no Silêncio


Um Grito no Silêncio

Introdução

À medida que orava pedindo a Deus mais um título que viesse a edificar a vida de tantos quanto o lêem, senti uma grande necessidade também de pedir pelos solitários, pelas pessoas que não tem esperança, vigor e alegria. Que o Senhor me desse um livro para que meus queridos irmãos descobrissem o motivo pelo qual “Ele” os colocou neste mundo. Me entusiasmei quando Deus me mostrou todas as coisas maravilhosas que acontecerão com vocês. “Aconteceu comigo”!, jamais fui o mesmo quando Deus me mostrou o propósito da vida.


Este maravilhoso estudo dará a você ânimo para prosseguir, pois a principal fonte inspiradora foi: O Senhor Jesus que nos deixa um recado de esperança, amor, e que você não está sozinho, seja no deserto; trancado em seu quarto, “Um Grito no Silêncio” trará, à luz da Bíblia, recomendações feitas pelo Senhor para que você jamais desista. E assim como Calebe, receba sua herança e tenha força para poder entrar e sair das dificuldades com alegria, mesmo quando os outros vejam só “problemas”.

CAPÍTULO I
No caminho de Gaza
Atos 8: 26-39

Este capítulo e no vs 26 em diante, passo a passo tentaremos, à luz e sabedoria das recomendações do Espírito Santo, ajudá-lo a encontrar seu destino. Talvez você esteja precisando de um ombro onde possa recostar sua cabeça e, não tem ninguém que o leve e o ensine tal caminho.


Na passagem de Atos 8:26, que é muito conhecida de todos nós, fala de um homem; de um eunuco. Notemos que ele caminhava por um lugar deserto e diz o texto que tinha ido a Jerusalém adorar a Deus. “Ao caminho que desce de Jerusalém para Gaza, que está deserto”v26b. Muitos pregadores inclusive grandes teólogos, discutem a respeito do batismo do eunuco, pois lançam sempre esta questão: onde poderia haver água no deserto? Se havia um poço ou um oásis. Lendo claramente, o mesmo não diz que o eunuco estava no deserto e sim que: vinha por um caminho que está deserto e isto é bem diferente, pois Felipe não o encontrou no deserto e sim, no caminha que está deserto, notaram a diferença? O eunuco estava voltando de Jerusalém onde tinha ido adorar à Deus; a pergunta é: Porque ele voltava pelo caminho de Gaza que estava deserto? Este homem era uma pessoa muito importante, alto oficial e tesoureiro real da rainha etíope, Candace (o nome era “Amaniterer”, o título de Candace era atribuído à todas as rainhas etíopes, pois reinavam em lugar de seus esposos pois estes tais, eram considerados santos de mais para reinar ficando distante de seus súditos). Podia andar por onde quisesse, era rico importante, mas fez questão de voltar para casa por um caminho que ninguém usava à muito tempo, tanto que o tal caminho, acabou ficando totalmente deserto.


Gaza foi destruída pelo rei hasmoneano Alexandre Janeu, em 93A.C
E em 57 A.C, o governador romano de nome Gabino, criou uma outra rota dando inicio à uma nova cidade do mesmo nome: Gaza, próximo ao mar Mediterrâneo a uns quatro quilômetros de distância. Por esta nova rota, passavam todos os que subiam a Jerusalém, comerciantes, viajantes de todos os lugares e, possivelmente o eunuco. Se ele foi a Jerusalém por um caminho onde todos usavam, cheio de caravanas, comerciantes e viajantes de todas as nacionalidades, eu Pergunto outra vez. “Porque então o eunuco voltou por um caminho que à muito ninguém usava?


CAPÍTULO II
A providência de Deus
Vs 27

Vejo na vida deste homem a providência de Deus. O eunuco poderia voltar na nova rota vindo de Jerusalém. Pois bem, embora aquele homem fosse bastante conceituado, de autoridade e de total confiança da rainha, sofreu severas discriminações pelos judeus ao chegar ao templo para adorara o mesmo Deus que os “judeus” adoravam. Porque? Ai está a resposta pelo qual ele voltou por tal caminho: “discriminação”. Antes de continuar, quero compartilhar com vocês o caso de uma irmã que sofria de aids, membro de uma determinada igreja a qual nos é desnecessário dizer a denominação. Rica, com apartamento de frente para o mar, muito respeitada, viúva. Chegou à esta igreja ainda não convertida com sérios problemas emocionais, completamente solitária carente de um abraço. Com todo o dinheiro que tinha não conseguia afastar o fantasma da doença que lhe acompanhava.


Pensando que, a partir do momento que entrasse naquela igreja, fosse encontrar a resposta do que procurava para sua vida, se converteu e passou a freqüentar os cultos com determinada regularidade, estava próximo o dia de seu batismo quando resolveu contar a um irmão que gostaria que Deus a curasse de sua doença. Até àquele momento a tal irmã ainda não havia revelado à ninguém que estava com aids, o irmão ouviu atentamente e sem dar uma palavra se afastou e comentou com o pastor.


A irmã depois de alguns dias começou a perceber que, ao sentar em qualquer lugar na igreja, as pessoas se afastavam e evitavam chegar perto, a ponto de não ter mais lugar na frente da igreja para que ela, como era costume seu, pudesse se acomodar e prestar culto ao Senhor. Aos poucos a irmã foi se afastando, se afastando, afastando. Percebeu então que estavam a abandonando, não adiantava ser importante, ter dinheiro e posição social. Por causa de sua mutilação ela entendeu que não podia adorar a Deus do mesmo modo que uma pessoa normal.


O isolamento foi a solução para aquela irmã, noites e noites lia a Bíblia e dormia com o Livro Sagrado repousado no peito, foi abandonada e da porta da igreja não podia passar; não era impedida verbalmente mas, a indiferença dos irmãos falava mais alto. Qual a solução? Gritar no silêncio. Abandonar o templo e voltar para casa sem que ninguém pudesse explicar o que era o batismo, o que era ser nova criatura.


Este foi o motivo que levou aquele eunuco a procurar o caminho de Gaza que estava deserto. A discriminação o preconceito e tantas outras coisas que nos impedem, “por parte de alguns cristãos”, de ir ao templo e adorar a Deus. Lembrem que o eunuco era rico auto funcionário de um império, mas para ele era muito mais importante servir ao reino de Deus do que ao reino de uma rainha e foi com este intuito que o homem subiu a Jerusalém; Jesus disse: “Mas ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Pois que fechais aos homens o Reino dos céus; e nem vós entrais, nem deixais entrar os que estão entrando, ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Pois percorreis o mar e a terra para fazer um prosélito (novo convertido, N. Aut.); e, depois de Ter feito, o fazeis filho do inferno duas vezes mais do que vós. Condutores de cegos! Coais um mosquito e engolis um camelo(...) Mt 23:13,15,24.

CAPÍTULO III
Palavra escrita E A Palavra Falada
Vs 28

Prosélito da porta, “ou seja, novo convertido à fé judaica que só podia adorar a Deus da porta do templo para fora; não podia entrar”. Era assim que chamavam-no. Porque? 1º Era negro, e os etíopes descendiam da semente de cão filho de Noé raça amaldiçoada, pois foi deste que se originou a raça negra. 2º Era mutilado, castrado e para os judeus estes tais eram considerados impuros e indignos de entrar na casa do Senhor para adorá-lo. Não podiam passar da porta do templo, adorando ao Senhor do lado de fora.


Isto deve ter decepcionado aquele homem sobremaneira, não precisava passar por aquela humilhação, afinal tinha posição social, dinheiro e o que era pior, amado por aqueles que eram idolatras e que por muitas vezes zombavam do Senhor.


Penso que o eunuco viajou pela nova rota, indo a Jerusalém, durante todo o tempo pensando na felicidade que seria entrar no templo como qualquer ser humano normal, assim como nossa irmã o fez. Como ela, ele também foi posto para fora da casa do Senhor, a única coisa que ele queria era conhecer a Jesus, mas não houve ninguém que o discipulasse, que o instruísse na palavra da verdade falasse à ele de Nosso Senhor. A irmã estava prestes a se batizar, mas quando descobriram que tinha uma doença contagiosa, ao invés de curá-la no nome de Jesus e mostrar o verdadeiro amor que há no nome Dele. Com seus lábios silenciosos e com indiferença falaram que ela era uma prosélita da porta, ou seja, só poderia adorar à Deus longe para não contaminar aos outros.
Ao retornar para casa o eunuco preferiu a solidão, não queria ver e falar com ninguém, procurou então o caminho que estava deserto, (...) “mas as mãos do Senhor não estão encolhidas para que não possa salvar: nem o seu ouvido, agravado, para não poder ouvir (...) Is 59:1.


Aquela irmã também procurou se isolar indo por um caminho deserto, mas, um dia eu estava em minha igreja, já no final da tarde, e uma senhora vem até mim com um panfleto para evangelização; de nossa igreja, estava chorando muito. Ali ela me contou o seu caso e desesperada, a minutos antes tinha saído para se matar. Comentou que ao passar me viu e o Espírito Santo a fez entrar e se encontrar comigo. Ocasionalmente eu estava lendo o livro do profeta Isaias cap. 53. Ouvi atentamente e ao terminar perguntei se ela ainda via esperança naquele coração em liberar perdão àquelas pessoas? Isto dependeria por completo a sua cura, então preguei o amor de Jesus por ela e que a partir daquele momento ela não estaria mais sozinha. Bom meus queridos orei por ela pedindo a sua cura, Jesus a curou de sua aids, eu a batizei e fiz o seu casamento, hoje ela está com o seu marido mora em outra cidade feliz e na presença do Senhor. Creio que os irmãos conhecem na ponta língua a história do eunuco, Felipe foi usado para ir ao encontro dele, para salva-lo da doença que lhe afligia, talvez você esteja passando pelo mesmo problema, está gritando no silêncio. Quando as portas do templo se fecharam para aquele homem, o coração de Deus se abriu para ele e o conduziu à vida eterna. Muitos são os caminhos do Senhor e os nossos destinos já estão traçados. Aquele homem precisava de um amigo, de alguém que o amasse como ele era. Então tomou conhecimento do amor de Jesus, aqui se cumpre aquilo que Jesus disse: “Aquele que vem a mim eu jamais lançarei fora”. A Palavra que estava escrita agora tinha sido falada e isso salvou aquele homem, salvou aquela mulher e a curou.


Tenha esperança meu querido leitor, as pessoas podem lhe colocar para fora da congregação do homem, mas Deus lhe acha em qualquer lugar e se apresenta. (...)“Se o mundo vos aborrece, sabei que, primeiro do que a vós, me aborrecem a mim. Se vós fôsseis do mundo , antes eu vos escolhi do mundo, por isso é que o mundo vos aborrece (...).


Tudo bem! Jesus está falando das pessoas do mundo, mas quem odiou aquela irmã foram nossos irmãos! fomos nós! As pessoas que discriminaram o eunuco eram considerados e chamados de “justos”! Quantos irmãos vamos lançar no abandono? Para Jesus não há defeito congênito, mutilação, doença, pobre ou rico, negro ou branco. A nação toda está gritando e silenciosamente cada lar, cada família! A cada momento lemos nos jornais , manchetes de crimes bárbaros, alguns causados por nossos irmãos. E o que fazemos? Ao invés de orar por eles interceder para que a justiça de Deus cumpra seu dever. Ajudamos a enterrar mais e desprezamos, esquecendo que Jesus disse “Vos julgais segundo a carne, eu a ninguém julgo” Jo 8:15. Nosso proceder deve ser como o de Moisés quando incansavelmente intercedia por um povo notoriamente pervertido, murmurador, de caráter duvidoso e de personalidade fraca: “Assim, tornou Moisés ao Senhor e disse: Ora. Este povo pecou pecado grande, fazendo para si deuses de ouro. Agora, pois, perdoa o seu pecado; se não, risca-me, peço-te, do teu livro, que tens escrito” Ex 32:32. Conhecemos o restante do história, embora Deus não mudasse de opinião com relação ao castigo imposto. Mesmo assim Moisés intercedeu por um povo pecador, deixando a justiça divina tomar seu curso.


Façamos o mesmo! Quantos estão abandonados precisando de amparo! Deveríamos passar algum tempo num presídio, num hospital, pelo menos algumas horas na madrugada acompanhando a rotina de quem está nas esquinas sofrendo a discriminação gritando de fome chorando por que não tem uma família, um pai ou uma mãe para acalentá-los. Perceber aquele empresário que com todo o dinheiro que tem não impede que seu filho saia do caminho das drogas, que seu casamento seja uma benção, ele também grita no silêncio por um amigo que possa compreender a solidão de sua vida e ajudá-lo a encontrar a verdadeira felicidade do lado de Jesus Quem fará o papel de Felipe na vida destas pessoas?


Passei algum tempo trabalhando voluntariamente como capelão no Hospital Evangélico no pavilhão de cardíacos e renais. Nas visitas de costume, entrei numa das enfermarias onde havia um homem negro sentado e parado com os olhos fitos no ar, notei um olhar perdido no vazio e lagrimas em sua olhos. “Posso lhe ajudar”? Perguntei. O homem olhou para mim e percebendo quem eu era, começou a falar: “como a vida é engraçada”! Estou jogado neste hospital a dias e não vem ninguém da minha família me visitar”! Amados, o pré operatório por si é traumático, imaginem alguém sendo deixado por familiares, por amigos! E olha que aquele homem outrora tinha dinheiro e uma excelente situação financeira mas, por causa da doença havia gastado todas as economias com médicos e hospitais. Sem contar com os advogados , pois sua esposa o tinha abandonado. Ali eu vi claramente a importância de um abraço, de uma palavra amiga. Aquele homem tinha sido abandonado por todos pois, agora estava mutilado, não servia mais aos propósitos interesseiros daqueles que bem de perto o acompanhavam nos momentos de fartura. Deus jamais nos deixa desamparado. Por alguns dias nos falamos e vi uma pequena melhora na auto estima daquele homem, sinto não ter podido acompanhá-lo por mais tempo, após a cirurgia de transplante de rins, foi transferido para outro hospital mas sabendo que Jesus não o abandonou e que seus pecados estavam “perdoados” no momento em que ele aceitou o Senhor como seu salvador. (...)“ Não me trouxeste o gado miúdo dos teus holocaustos, nem me honrastes com teus sacrifícios; não te fiz servir com ofertas nem te fatiguei com incenso. Não me comprastes por dinheiro e cana aromática, nem com a gordura dos teus sacrifícios me enchestes, mas me destes trabalho com os teus pecados e me cansastes com tuas maldades. Eu, eu mesmo, sou o que apaga as tuas transgressões por amor de mim e dos teus pecados não me lembro”(...) Is 43: 23,2425.


Amado, não desanime! Jamais desista. Você pode ser um destes que está com um grito entalado na garganta e silenciosamente caminha por entre as madrugadas da vida, tentando sobreviver nesta sociedade discriminatória. Saiba que tem jeito, Jesus está mandando nesta mensagem, um recado direto a seu coração. Eu não os conheço, mas O Senhor conhece e lhe diz: (...) “O meu mandamento é este: Que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei. Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a vida pelos amigos. Tenho-vos dito isso, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflição, mas tendes bom ânimo; eu venci o mundo”(...) Jo 16:12,13 e 33.


Seja feliz, amem???

Pr. Cleber Gomes - prclebergomes@hotmail.com

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sábado, 17 de julho de 2010

Tirando a venda dos olhos


Tirando a venda dos olhos

Conta-se que os índios Cherokees americanos têm um interessante rito de passagem. Ao final da tarde, o pai leva o filho adolescente para a floresta, venda-lhe os olhos e deixa-o sozinho. O filho se senta sozinho no topo de uma montanha toda a noite, não podendo remover a venda, até que os raios do sol brilhem no dia seguinte.


Ele não pode pedir socorro, nem deve esperar que alguém o ajude. Se ele conseguir passar a noite toda ali, sozinho, será considerado um homem. Há uma proibição expressa: ele não pode, em hipótese alguma, contar a experiência aos outros meninos da tribo. A razão é que cada um deve tornar-se homem do seu próprio modo, enfrentando bravamente o medo do desconhecido.


O menino está naturalmente amedrontado. Ele pode ouvir toda espécie de barulho. Os animais selvagens podem, naturalmente, estar ao redor dele. Talvez alguns humanos possam feri-lo. Os insetos e cobras podem vir picá-lo. Ele pode estar com frio, fome e sede. O vento sopra a relva e a terra sacode os galhos, mas ele se senta estoicamente, nunca removendo a venda.


Segundo os Cherokees, este é o único modo do jovem se tornar um homem de verdade. Finalmente, após a horrível noite de solidão, o sol aparece e a venda lhe é removida. Então, ao abrir os olhos, ele descobre seu próprio pai sentado na montanha perto dele. Ele estava a noite inteira protegendo seu filho do perigo, embora este não tivesse consciência disso.


Que lição podemos apreender dessa simples lenda? Fiquei a pensar nas vezes em que nos sentimos sozinhos, como se Deus não se importasse, como se o fardo que carregamos fosse só nosso, e de mais ninguém, como se a solidão fosse a única certeza. Quem nunca passou por um momento assim?


Ao lermos a história de grandes homens de Deus, a maioria já carregou o peso de se sentir abandonado, exatamente nas horas em que mais precisava de apoio e incentivo. Abraão, Moisés, Jó, Daniel, Elias, Jesus, e muitos outros, já se sentiram “desamparados”. Mas todos eles, ao terem a venda tirada dos olhos, viram o quanto Deus estava perto, embora por um tempo não o tivessem notado.
Jeremias mostra todo o sentimento de abandono em que se encontra. Ele sentia-se só, um verme ambulante, motivo de escárnio do povo, como se Deus estivesse muito distante.


Mas, então, ele se lembra de como o Senhor costuma tratá-lo, e afirma: “Quero trazer à memória o que me pode dar esperança. As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim; renovam-se cada manhã. Grande é a tua fidelidade. A minha porção é o Senhor, diz a minha alma; portanto, esperarei nele” (Lm 3.20-24).


Mas quem poderia dizer que Jesus, o Filho de Deus, poderia se sentir desamparado? Ora, Ele passou por isso também.
Jesus havia sofrido terríveis dores na alma em sua oração no Jardim do Getsêmane. Agora, pregado na cruz, ao lado de dois ladrões, enfrentando o escárnio das pessoas, recebendo sobre si mesmo os pecados, as dores e enfermidades da humanidade, sentiu como se Deus o tivesse abandonado.


Em meio à escuridão das trevas, Jesus brada em completa agonia: “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?”
Depois, confiante, Jesus clamou em alta voz: “Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito!”
Como poderia Deus tê-lo abandonado, se Jesus se sente confiante em entregar-lhe o espírito? Era a venda nos olhos, pois ali estava Jesus, o Homem de dores e que sabe o que é padecer, expressando a Sua humanidade.


A lição que apreendemos é que, de igual modo, nunca estamos sozinhos! Mesmo quando as trevas nos impedem de perceber a presença de Deus, isso não significa que Ele não esteja conosco, logo ali, sentado ao nosso lado.
Deixe Deus tirar a venda dos seus olhos, e verá que Ele jamais deixou de estar ao seu lado, jamais abandona você.

Pr. Samuel Câmara

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Vírus


Vírus

"...Pois, embora vivamos como homens, não lutamos segundo os padrões humanos, As armas com as quais lutamos não são humanas; ao contrário, são poderosas em Deus para destruir fortalezas, Destruímos argumentos e toda pretensão que se levanta contra o conhecimento de Deus, e levamos cativo todo pensamento, para torná-lo obediente a Cristo; E estaremos prontos para punir todo ato de desobediência, uma vez estando completa a obediência de vocês..." (2Co.10:3-6 NVI).

Tem certos dias, em que meu computador me ajuda a voar como uma águia. Outras vezes, me deixa atolado como um hipopótamo. Nos "dias de águia", fico grato pelo meu computador. Mais nos dias de "hipopótamo" me arrependo de tê-lo comprado.

Recentemente, tive que lutar com um vírus que invadiu meu computador. O que mais me incomoda é que os vírus são criados de forma maliciosa. Pessoas inteligentes, mais que vivem com escuridão nos seus corações, querem fazer que outras pessoas se tornem miseráveis. E o pior é que, eu permiti que o vírus entrasse em meu "pc", abrindo o que pensei que fosse um e-mail inocente.

O pecado se assemelha a um vírus de computador. Satanás quer destruir os cristãos, infectando as suas mentes. Por isso o apostolo Paulo admoestou aos cristãos de Corinto a levar "cativo todo o pensamento, para torná-los obediente a Cristo" ( 2Co.10:5)

Assim como deixamos vírus entrarem nos nossos computadores, assim também deixamos que a escuridão entre nas nossas vidas quando nos abrimos, irrefletidamente, às mensagens perniciosas que permeiam nossa cultura. Nós baixamos a guarda e nem percebemos como o pecado infecta nossas mentes.

Mas, confessando os nossos pecados, lendo a palavra de Deus e orando, erguemos uma muralha de fogo para nos proteger. Com a ajuda do Espírito Santo, podemos evitar que nossas mentes se tornem anfitriãs inconscientes de hospedes não desejados.

Pr. Dr. Wagner Teruel

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Pássaros com asas quebradas


Pássaros com asas quebradas

Eu sou o Deus de Teu pai, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque, e o Deus de Jacó. Moisés escondeu o rosto, porque temeu olhar para Deus.” - (Êxodo, 3.6)

Há um velho provérbio anglo-saxônico que diz: “um pássaro com asa quebrada nunca mais voará tão alto”. Em outras palavras, uma vez que nós tenhamos caído, jamais conseguiremos nos levantar totalmente como dantes. Uma vez caído, sempre caído. “Afinal, não se pode esperar muito de um pássaro com a asa quebrada”.

Como parecem soar sábias as palavras deste trecho agridoce da poesia de Hezekiah Butterworth; pelo menos, até o ponto em que iluminamos com a lanterna poderosa das Escrituras, quando tal sabedoria revela-se inconsistente, espúria e sem lastro bíblico.

Na verdade, se fôssemos dar outro nome adequado à Palavra de Deus, deveríamos chamá-la de “A Galeria das Asas Quebradas” – homens que falharam, caíram - muitos deles fragorosamente -, mas que pelas cordas da misericórdia de Deus e de Sua graça incompreensível, foram guindados de seus fracassos às alturas dos grandes heróis da fé.

Como é bom pensarmos que o nosso Deus é o Deus de Abraão – que mentiu gritantemente, falseando a verdade, e mesmo depois de ter mentido por duas vezes foi reconhecido como “o amigo de Deus”. Com sua “asa quebrada”, Abraão voou mais alto do que ele ou qualquer outro havia voado.

Como é bom pensarmos que o nosso Deus é o Deus de Jacó – trapaceiro e enganador – na maioria das vezes sem quaisquer escrúpulos – candidato in extremis a caso perdido. Contudo, não obstante a esse “currículo invejável” Deus o elevou de tal modo que o seu velho nome não pôde conter tanta glória, e de Jacó, passou a chamar-se Israel.

Como é bom pensarmos que o nosso Deus é o Deus de Raabe, a prostituta, mulher da zona de meretrício. Como Deus a usou não obstante a sua baixa reputação! A despeito de suas asas quebradas, Deus a escolheu como um instrumento, não só para salvar a vida de dois de seus corajosos servos, como para trazer o Seu Filho ao mundo. Nunca “asas quebradas” voaram tão alto na graça de Deus.

Como é bom saber que o nosso Deus é o Deus de Davi, que embora Seu servo, aquinhoado com toda sorte de bênçãos, inebriado pelas tépidas ilusões do pecado, entregou-se a flagelante malignidade do adultério e do assassínio. Contudo, suas “asas quebradas” não lhe impediram de ser chamado o homem segundo o coração de Deus.

Sim! A Bíblia é a galeria das “Asas Quebradas”. Porque o nosso Deus é o Deus que prefere usar pessoas de asas quebradas. Aliás, se Deus não fosse o Deus que usa “os de asas quebradas”, nós não estaríamos lendo esse Pão Quente agora.

Todos esses grandes homens e mulheres que se tornaram os grandes heróis da fé, os gigantes dentre o povo de Deus, um dia tiveram as suas asas quebradas pelo deslize, pelo tombo do fracasso e do pecado. Deus os encontrou assim. E os fez voar como nunca antes feito e imaginado.

Quem sabe, no meio dessa conjuntura evangélica em que nós vivemos, onde somos levados por um legalismo exacerbado e farisaico a pensar que não há mais espaço nos planos de Deus para os que caem e deslizam, não estejamos nos sentindo descartados, riscados da agenda divina, deletados de Sua memória, jogados em Sua lixeira cósmica.

Moisés, que um dia esteve assim depois de seus fracassos como libertador, ouviu do Senhor uma palavra maravilhosa que lhe trouxe duas verdades acerca do Deus que ele mesmo desconhecia.

1. Deus é o Deus dos Homens que Fracassam.
Quando Deus disse a Moisés que Ele era o Deus de Abraão, Isaque e Jacó, aparentemente parecia estar listando os nomes dos primeiros superstars da Bíblia – superficial interpretação. Na verdade, o que Deus estava dizendo para Moisés quando cita os patriarcas é que Ele é Deus de Homens que fracassam. Todos eles tiveram as asas quebradas, fracassaram em algum ponto de suas vidas. deram com a cara no lodo da vida. Foram imperfeitos. Mas subiram às alturas porque souberam confiar no Deus que usa os homens, mesmo quando estes fracassam.

2. Deus é o Deus da Segunda Chance.

A rigor, todo homem fracassa, mais cedo ou mais tarde. Uns percebem isso mais cedo, outros mais tarde. Mas quando homens de Deus que um fracassaram conseguem galgar a galeria dos grandes heróis da fé é por que o nosso Deus é o Deus da segunda chance, da segunda oportunidade. É o Deus disposto a reescrever a nossa história. Aquele era a chance de Moisés descobrir isso de modo maravilhoso. Eu já tive o meu dia. Talvez hoje seja o seu.

Antes de pensar em desistir por causa de asas quebradas, gostaríamos que meditasse nisso. A Bíblia NÃO É UM LIVRO DE HOMENS PERFEITOS – É O LIVRO DE HOMENS RESTAURADOS PELA GRAÇA E O SANGUE DE Jesus.

Rev. José Kleber Fernandes Calixto

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Música Secular


Música Secular

"Podemos curtir música secular?” “Deus se importa com isso?” “É pecado curtir música secular?”

Só para responder essas três perguntas rapidamente:
1. Pode-se curtir música secular. Pode se jogar na frente de um caminhão. Pode até ir para o inferno se quiser também (existe vida além do “pode ou não pode”).
2. Claro que Deus se importa com isso.
3. Não, não é pecado curtir música secular. Mas, também, não é pecado atravessar a rua de olhos fechados. Só que isso não é muito esperteza.

Primeiramente, não gosto de dizer se pode ou não pode, criando uma aparência de regras e correndo o risco de virar religioso. Acho muito raso e imaturo a atitude de querer colocar regras, poder ou não poder, em tudo. Existem muitas coisas nesta vida cristã que podemos fazer as quais não são muito boas ou não fazem nada por sua vida espiritual, mas, ao mesmo tempo não podemos dizer enfaticamente que são pecados.

Para mim, a música é uma dessas coisas. Curtindo música secular, em si, não levará ninguém pro inferno. Entretanto, não levará ninguém a ser mais íntimo com o Senhor. Pelo contrário, pode até te fazer esfriar na sua vida espiritual. A pergunta que eu sempre tenho é, “Porque os filhos de Deus querem curtir um som que não edifica ou glorifica a Deus, enquanto que tem sons feitos por Deus que fazem isso?”

"E que comunhão tem a luz com as trevas?" (2 Coríntios 6:14)

Eu já li artigos pobres de pessoas que dizem que, pela razão de melhorar o seu talento dado por Deus, precisam curtir música secular. Tá legal. Deus te deu, mas o diabo vai te ajudar a aperfeiçoar. Faz muito sentido. Tanto quanto uma menina querendo assistir Carnaval na televisão para aprender novos passos pra usar na coreografia de sua igreja.

"E que comunhão tem a luz com as trevas?" (2 Coríntios 6:14)

Eu até já li um cara que falou que não conhece nenhum pastor que não curta música secular. Será????? Eu conheço pelo menos um.

Sei que a música foi criada por Deus e não pelo o diabo. Mas, isso não é uma boa desculpa para se curtir música secular. Meu amigo, sexo foi criado por Deus e não pelo o diabo. Porém, isso não vai me justificar de alugar um filme pornográfico. Tá entendendo? Claro que Deus criou a música e é óbvio que o diabo a perverteu. Por isso, vou procurar a coisa do jeito que foi criado por Deus e não a perversão. Há uma diferença muito grande.

Se você enche a sua cabeça com as letras de músicas seculares, me diga que não vai ter efeito na sua vida. Claro que vai. Se você enche um copo com suco de laranja, cheio de suco de laranja será. E se você encher a sua mente com a porcaria do mundo, cheia de porcaria será. E isso fará efeito no seu relacionamento com Jesus.

Existe uma história de um menino que ia para a casa do seu coleguinha todo dia para brincar. Depois de um mês, a sua mãe perguntou:
“Como está o seu amigo?”
“Qual amigo?”
“Aquele com quem você brinca todo dia”.
“Ah, ele. Ele não é o meu amigo”.
“Mas, você brinca com ele todo dia. Como vai me dizer que ele não é o seu amigo?”
“Ele não é meu amigo. Eu só gosto dos seus brinquedos.”
“Então, deixe me entender, você vai para a casa dele todo dia para brincar com ele e os seus brinquedos, mas não gosta dele?”
“É. Mas, sabe, por mais tempo que gasto com ele, mais posso me dar bem com ele.”

E esse daí é o risco de curtir tempo com o diabo. Muitos de nós passamos um bom tempo brincando com os brinquedos dele, mas não o consideramos nosso amigo. Será? Será que não estamos aprendendo a tolerá-lo porque gostamos dos seus brinquedos. Eu não sei, mas não curto tempo com os meus inimigos.

Para ver quais são as prioridades de um homem, só tem que prestar atenção aonde ele gasta o seu dinheiro. Para saber quais são os amigos daquele homem, é só prestar atenção com quem ele curte tempo.

"Adúlteros e adúlteras, não sabeis vós que a amizade do mundo é inimizade contra Deus? Portanto, qualquer que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus." (Tiago 4:4)

A realidade é seguinte, Deus está levantando uma geração forte, ungida e separada. A força vem Dele. A unção vem Dele. Mas a decisão de se separar do mundo é sua. Você tem que decidir até que ponto quer ir com Ele. Não posso dizer que curtindo música secular vai destruir a sua vida espiritual, mas posso te garantir que não ajudará nem um pouco.

"E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus." (Romanos 12:2)

"Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque, que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas?" (2 Coríntios 6:14)

Vamos curtir tempo com a pureza e perfeição e não com a perversão. Vamos ser um povo separado e santo. Vamos ser radicais para que possamos ver resultados radicais. Vamos curtir tempo com Deus e não o diabo.

Pr. Jeff Fromholz - www.geracaobenjamim.com

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BARALHO: - UM JOGO DIABÓLICO


BARALHO UM JOGO DIABÓLICO

As cartas do baralho foram criadas no ano 1392 para o uso pessoal do rei Carlos da França, visando minorar os seus sofrimentos de debilidade mental. O criador das cartas era um homem degenerado e mal, escarnecedor de Deus e seus mandamentos.

Para a sua criação maligna escolheu as figuras bíblicas. O rei representa o diabo, a dama, Maria, a mãe do Senhor Jesus. Assim de modo blasfemo fez de nosso Senhor um filho de Satanás.

Copas e Ases representam o sangue do Senhor. O Valete, o próprio Senhor Jesus. Paus e outros símbolos representam a perseguição e destruição de todos os salvos. Seu desprezo pelos Dez Mandamentos foi expresso pelo número dez das suas cartas.

Quem conhece essa origem satânica do jogo das cartas, compreende também as conseqüências diabólicas que acompanhas os jogos. Não é de admirar que a adivinhação funcione tão bem com as cartas, pois são sinais diabólicos.

É comum em muitos lares o uso do jogo de cartas como passatempo e brincadeiras inocentes. Em muitos casos os que assim procedem o fazem inocentemente mas mesmo assim produzem testemunho negativo aos incrédulos, que insistem em afirmar igualdade de comportamento com os filhos de Deus.
Especialmente nos EUA onde a proliferação de cassinos é uma praga, os lares são invadidos por esta astúcia de Satanás. No Brasil existem projetos que querem legalizar os cassinos, mas temos que lutar contra isso.
Temos que alertar professores e diretores de escolas para proibirem que jovens adolescentes usem esta maldita artimanha dentro das escolas, que por lei é proibido, só é preciso colocar em prática.

Há cristãos nominais que ao serem advertidos, reafirmam a inocência de tal proceder. "Não há nenhum pecado num simples jogo de cartas entre pessoas crentes", dizem. Mas o significado da própria palavra baralho, contesta tal afirmação. A palavra significa: confusão, conflito, urdidura.

Tal significado, seria suficiente para a não existência de baralhos em lares cristãos.

Quem conhece a origem das cartas de jogar, também compreende porquê as cartas estão relacionadas com as práticas satânicas, como adivinhações, esconjuração, etc.

O professor de teologia Abraham Meister adverte contra o jogo de cartas: "Nenhum jogador lembra da realidade de Satanás e dos demônios que estão envolvidos neste jogo".
Como filhos de Deus não devemos nos envolver com jogos de cartas. Nem por brincadeira, pois não se brinca com Satanás.

A história da ciência oculta está estritamente ligada com a criação das cartas de jogar. Não há dúvidas que as cartas, em razão de sua origem escarnecedora, são diabólicas.
Cresce a cada dia a ação do maligno em nossa sociedade. Usando os mais variados recursos. Satanás tenta desesperadamente envolver até mesmo os salvos.

O verdadeiro cristão possui outros recursos para se alegrar e divertir. Não há necessidade de se usar os meios propostos pelo maligno. O testemunho dos salvos há que comprovar o poder transformador do Evangelho. Somos novas criaturas, geradas pelo precioso sangue de Cristo, a produzir um novo estilo de vida e comportamento.
"Se, pois, fostes ressuscitados juntamente com Cristo, buscai as coisas que são do alto, onde Cristo está assentado à direita de Deus.

Pensai nas coisas que são do alto, e não nas que são da terra" Col. 3:1-2

Até no divertimento, o verdadeiro salvo é diferente dos pecadores sem Cristo. Buscamos não apenas uma alegria transitória, mas a verdadeira alegria de vidas santificadas pelo Espírito Santo. Vidas que glorificam ao Senhor em todos os momentos.

(Josué 1:8) - Não se aparte da tua boca o livro desta lei; antes medita nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer conforme a tudo quanto nele está escrito; porque então farás prosperar o teu caminho, e serás bem sucedido

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segunda-feira, 5 de julho de 2010

O rabino


O rabino

Autor desconhecido

Conta-se que no século passado, um turista americano foi à cidade do Cairo, no Egito. Seu objetivo era visitar um famoso rabino. Lá chegando, o turista ficou surpreso ao ver que o rabino morava num quarto simples, cheio de livros. As únicas peças de mobília eram uma mesa e um banco.

- Onde estão os seus móveis - perguntou o turista.
E o rabino, bem depressa, perguntou também:
- E onde estão os seus?
- Os meus? - perguntou o turista. Mas eu estou aqui só de passagem! Eu também! Disse o rabino.

A vida na Terra é somente uma passagem. No entanto, vivemos como se fôssemos ficar aqui eternamente !!!

Pense nisso...

O menino do palácio do dragão


O menino do palácio do dragão

Do livro: Histórias da Tradição Sufi - Editora Dervish

Era uma vez, num país distante, um pobre vendedor de flores. Todos os dias ele colhia as flores, descia até o vale e atravessava um rio para chegar à cidade, onde vendia sua colheita. No fim da tarde, ao voltar para casa, atravessava novamente o rio e atirava na corrente os botões não vendidos.

Um dia, devido as fortes chuvas, o rio havia subido de tal forma e tão violenta era a torrente que era impossível cruzá-lo. O vendedor ficou parado, sem saber o que fazer, quando avistou uma tartaruga que veio em sua direção e se ofereceu para transportá-lo. Tão logo ele subiu no casco da tartaruga ela nadou velozmente, submergindo nas profundezas do rio.

Em poucos momentos chegaram a um estranho palácio. Era o palácio do dragão, a morada do senhor da água. Lá, uma linda princesa os aguardava. Ela saudou calidamente o vendedor e agradeceu-lhe pelas flores tão bonitas que as águas do rio todos os dias lhe traziam. Ela o recebeu com um suntuoso banquete, ao som de delicadas melodias e com graciosas danças de peixes. Encantado, o vendedor permaneceu ali por um longo tempo.

Finalmente o deleitado hóspede decidiu que deveria voltar para casa. Quando se despediu da princesa, esta mandou vir à sua presença um menininho maltrapilho.
Por favor – disse ao florista, - cuide deste menino, e ele fará com que seus desejos se tornem realidade.

Quando voltou para casa, acompanhado do menino, o vendedor de flores se deu conta da pobreza de sua cabana. Recordando-se das palavras da princesa, pediu ao menino um novo lar. O menino, então, bateu palmas três vezes e transformou a cabana em um maravilhoso palácio, esplendidamente mobiliado.

O tempo passou, e o vendedor esqueceu-se de sua origem humilde, exigindo mais e mais luxos; em breve, transbordava de riquezas. Em um ambiente tão rico, o homem começou a achar que o menino maltrapilho estava fora de seu lugar. Pediu-lhe então que trocasse as suas roupas por outras mais bonitas. Porém, dizendo que era feliz daquele jeito, o menino se negou a fazê-lo e continuou usando os seus andrajos.

Finalmente, o vendedor, convencido de que possuía tudo aquilo que poderia desejar, sugeriu ao menino que regressasse para o palácio do dragão. Este se recusou a voltar. Porém, ao ver o vendedor tão contrariado, concordou e deixou-se levar até o rio.

Suspirando com alívio, por ter conseguido livrar-se do menino, o homem voltou ao seu palácio. Mas, para seu total assombro, o palácio havia desaparecido por completo. Ele estava novamente em sua humilde cabana, vestido com as mesmas roupas que usava quando era um pobre vendedor de flores, muito tempo atrás. Nervoso, e percebendo o seu erro, correu em direção ao rio chamando o menino.

Mas o menino também havia desaparecido.

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O lobo e a ovelha


O lobo e a ovelha

Esopo

Um lobo, muito ferido por mordidas de cachorros, repousava doente e muito machucado em sua toca.

Como estava com fome, ele chamou uma ovelha que ia passando por perto, e pediu-lhe para trazer um pouco da água de um regato que corria ao lado dela.

- Assim, - falou o lobo - se você me trouxer água, eu ficarei em condições de conseguir meu próprio alimento.

- Claro, - respondeu a ovelha - se eu levar água para você, você sem dúvida fará de mim uma provisão de comida também.

Moral da História:
As palavras de um hipócrita são fáceis de reconhecer.

O leão apaixonado


O leão apaixonado

Esopo

Um Leão pediu a filha de um lenhador em casamento. O Pai, contrariado mas receoso, aproveitou a ocasião para livrar-se desse problema.

Ele disse que consentia em tê-lo como noivo, mas, com uma condição; Este deveria deixar-lhe arancar suas unhas e dentes pois sua filha temia a ambos.

Contente o Leão concordou. Depois disso, ao repetir seu pedido, o lenhador que não mais o temia, pegou um cajado e enxotou-o da casa para a floresta.

Moral da História:
Para resolvermos um problema, devemos primeiro conhece-lo e só depois enfrentá-lo.

A felicidade não está onde se procura


A felicidade não está onde se procura

Contos Sufi de Nasrudin

Nasrudin encontrou um homem desconsolado sentado à beira do caminho e perguntou-lhe os motivos de tanta aflição.

- Não há nada na vida que interesse, irmão. Tenho dinheiro suficiente para não precisar trabalhar e estou nesta viagem só para procurar algo mais interessante do que a vida que levo em casa. Até agora, eu nada encontrei.

Sem mais palavra, Nasrudin arrancou-lhe a mochila e fugiu com ela estrada abaixo, correndo feito uma lebre. Como conhecia a região, foi capaz de tomar uma boa distância.

A estrada fazia uma curva e Nasrudin foi cortando o caminho por vários atalhos, até que retornou à mesma estrada, muito à frente do homem que havia roubado. Colocou a mochila bem do lado da estrada e escondeu-se à espera do outro. Logo apareceu o miserável viajante, caminhando pela estrada tortuosa, mais infeliz do que nunca pela perda da mochila. Assim que viu sua propriedade bem ali, à mão, correu para pegá-la, dando gritos de alegria.

- Essa é uma maneira de se produzir felicidade - disse Nasrudin.

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A Águia, o Corvo e o Pastor


A Águia, o Corvo e o Pastor

Esopo

Lançando-se do ar, uma águia arrebatou um cordeirinho.

O corvo, vendo aquilo, tratou de imitá-la, e se jogou sobre um carneiro mas, de forma tão desengonçada que acabou por se enredar na lã e, debatendo-se em vão com suas asas, não conseguiu se soltar. O pastor, vendo aquilo, recolheu o corvo e, cortando as pontas de suas asas, o levou a seus filhos.

Perguntaram seus filhos sobre que ave era aquela, e eles lhes disse:

- Para mim, apenas um corvo, mas ele acha que é uma águia.

Moral da história:
Põe teu esforço e dedicação no que realmente estás preparado, não no que não te corresponde.

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Fraqueza ou força?


Fraqueza ou força?

Autor desconhecido

Um garoto de 10 anos de idade decidiu praticar judô, apesar de ter perdido seu braço esquerdo em um terrível acidente de carro.

Disposto a enfrentar as dificuldades e sua limitações, começou as lições com um velho mestre japonês.

O menino ia muito bem. Mas, sem entender o porquê, após três meses de treinamento, o mestre tinha-lhe ensinado somente um movimento. O garoto então disse:

- Mestre, não devo aprender mais movimentos?

O mestre respondeu ao menino, calmamente e com convicção:

- Este é realmente o único movimento que você sabe, mas este é o único movimento que você precisará saber.

Sem entender completamente, mas acreditando em seu mestre, o menino manteve-se treinando. Meses mais tarde, o mestre inscreveu o menino em seu primeiro torneio.
Surpreendendo-se, o menino ganhou facilmente seus primeiros dois combates. O terceiro combate revelou ser o mais difícil, mas depois de algum tempo seu adversário tornou-se impaciente e agitado. Foi então que o menino usou o seu único movimento para ganhar a luta.

Espantado ainda por seu sucesso, o menino estava agora nas finais do torneio. Desta vez, seu oponente era bem maior, mais forte, e mais experiente.

Preocupado com a possibilidade do garoto se machucar, cogitaram em cancelar a luta, quando o mestre interveio:

- De forma alguma! Deixe-o continuar.

Desta forma, o garoto, usando os ensinamentos do mestre, entrou pra luta e, quando teve oportunidade, usou seu movimento para prender o adversário.

Foi assim que o menino ganhou a luta e o torneio. Era o campeão. Mais tarde, em casa, o menino e o mestre reviram cada movimento em cada luta. Então, o menino criou coragem para perguntar o que estava realmente em sua mente:

- Mestre, como eu consegui ganhar o torneio com somente um movimento?

- Você ganhou por duas razões - respondeu o mestre. - Em primeiro lugar, você dominou um dos golpes mais difíceis do judô. E em segundo lugar, a única defesa conhecida para esse movimento é o seu oponente agarrar seu braço esquerdo.

A maior fraqueza do menino tinha-se transformado em sua maior força...

Assim, também nós podemos usar nossa fraqueza para que ela se transforme em nossa força..

O que realmente importa é o poder da determinação

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