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sábado, 28 de novembro de 2009

O Cristão e o Sexo‏


O Cristão e o Sexo‏

C. S. Lewis em Cristianismo Puro e Simples

A castidade é a menos popular das virtudes cristãs. Porém, não existe escapatória. A regra cristã é clara: “Ou o casamento, com fidelidade completa ao cônjuge, ou a abstinência total.” Isso é tão difícil de aceitar, e tão contrário a nossos instintos, que das duas, uma: ou o cristianismo está errado ou o nosso instinto sexual, tal como é hoje em dia, se encontra deturpado. E claro que, sendo cristão, penso que foi o instinto que se deturpou. (…)

Dizem que o sexo se tornou um problema grave porque não se falava sobre o assunto. Nos últimos vinte anos, não foi isso que aconteceu. Todo o dia se fala sobre o assunto, mas ele continua sendo um problema. Se o silêncio fosse a causa do problema, a conversa seria a solução. Mas não foi. Acho que é exatamente o contrário. Acredito que a raça humana só passou a tratar do tema com discrição porque ele já tinha se tornado um problema. Os modernos sempre dizem que “o sexo não é algo de que devemos nos envergonhar”. Com isso, podem estar querendo dizer duas coisas. Uma delas é que “não há nada de errado no fato de a raça humana se reproduzir de um determinado modo, nem no fato de esse modo gerar prazer”. Se é isso o que têm em mente, estão cobertos de razão. O cristianismo diz a mesma coisa. O problema não está nem na coisa em si, nem no prazer. Os velhos pregadores cristãos diziam que, se o homem não tivesse sofrido a queda, o prazer sexual não seria menor do que é hoje, mas maior. Bem sei que alguns cristãos de mente tacanha dizem por aí que o cristianismo julga o sexo, o corpo e o prazer como coisas intrinsecamente más. Mas estão errados. O cristianismo é praticamente a única entre as grandes religiões que aprova por completo o corpo — que acredita que a matéria é uma coisa boa, que o próprio Deus tomou a forma humana e que um novo tipo de corpo nos será dado no Paraíso e será parte essencial da nossa felicidade, beleza e energia. O cristianismo exaltou o casamento mais que qualquer outra religião; e quase todos os grandes poemas de amor foram compostos por cristãos. Se alguém disser que o sexo, em si, é algo mau, o cristianismo refuta essa afirmativa instantaneamente. Mas é claro que, quando as pessoas dizem “o sexo não é algo de que devemos nos envergonhar”, elas podem estar querendo dizer que “o estado em que se encontra nosso instinto sexual não é algo de que devemos sentir vergonha”.

Se é isso que querem dizer, penso que estão erradas. Penso que temos todos os motivos do mundo para sentir vergonha. Não há nada de vergonhoso em apreciar o alimento, mas deveríamos nos cobrir de vergonha se metade das pessoas fizesse do alimento o maior interesse de sua vida e passasse os dias a espiar figuras de pratos, com água na boca e estalando os lábios. Não digo que você ou eu sejamos individualmente responsáveis pela situação atual. Nossos ancestrais nos legaram organismos que, sob este aspecto, são pervertidos; e crescemos cercados de propaganda a favor da libertinagem. Existem pessoas que querem manter o nosso instinto sexual em chamas para lucrar com ele; afinal de contas, não há dúvida de que um homem obcecado é um homem com baixa resistência à publicidade. Deus conhece nossa situação; ele não nos julgará como se não tivéssemos dificuldades a superar. O que realmente importa é a sinceridade e a firma vontade de superá-las.

Para sermos curados, temos de querer ser curados. Todo aquele que pede socorro será atendido; porém, para o homem moderno, até mesmo esse desejo sincero é difícil de ter. E fácil pensar que queremos algo quando na verdade não o queremos. Um cristão famoso, de tempos antigos, disse que, quando era jovem, implorava constantemente pela castidade; anos depois, se deu conta de que, quando seus lábios pronunciavam “ó Senhor, fazei-me casto”, seu cotação acrescentava secretamente as palavras: “Mas, por favor, que não seja agora.” Isso também pode acontecer nas preces em que pedimos outras virtudes; mas há três motivos que tornam especialmente difícil desejar — quanto mais alcançar - a perfeita castidade.

Em primeiro lugar, nossa natureza pervertida, os demônios que nos tentam e a propaganda a favor da luxúria associam-se para nos fazer sentir que os desejos aos quais resistimos são tão “naturais”, “saudáveis” e razoáveis que essa resistência é quase uma perversidade e uma anomalia. Cartaz após cartaz, filme após filme, romance após romance associam a idéia da libertinagem sexual com as idéias de saúde, normalidade, juventude, franqueza e bom humor. Essa associação é uma mentira. Como toda mentira poderosa, é baseada numa verdade - a verdade reconhecida acima de que o sexo (à parte os excessos e as obsessões que cresceram ao seu redor) é em si “normal”, “saudável” etc. A mentira consiste em sugerir que qualquer ato sexual que você se sinta tentado a desempenhar a qualquer momento seja também saudável e normal. Isso é estapafúrdio sob qualquer ponto de vista concebível, mesmo sem levar em conta o cristianismo. A submissão a todos os nossos desejos obviamente leva à impotência, à doença, à inveja, à mentira, à dissimulação, a tudo, enfim, que é contrário à saúde, ao bom humor e à franqueza. Para qualquer tipo de felicidade, mesmo neste mundo, é necessário comedimento. Logo, a afirmação de que qualquer desejo é saudável e razoável só porque é forte não significa coisa alguma. Todo homem são e civilizado deve ter um conjunto de princípios pelos quais rejeita alguns desejos e admite outros. Um homem se baseia em princípios cristãos, outro se baseia em princípios de higiene, e outro, ainda, em princípios sociológicos. O verdadeiro conflito não é o do cristianismo contra a “natureza”, mas dos princípios cristãos contra outros princípios de controle da “natureza”. A “natureza” (no sentido de um desejo natural) terá de ser controlada de um jeito ou de outro, a não ser que queiramos arruinar nossa vida. E bem verdade que os princípios cristãos são mais rígidos que os outros; no entanto, acreditamos que, para obedecer-lhes, você poderá contar com uma ajuda que não terá para obedecer aos outros.

Em segundo lugar, muitas pessoas se sentem desencorajadas de tentar seriamente seguir a castidade cristã porque a consideram impossível (mesmo antes de tentar). (…) Podemos ter certeza de que a castidade perfeita — como a caridade perfeita — não será alcançada pelo mero esforço humano. Você tem de pedir a ajuda de Deus. Mesmo depois de pedir, poderá ter a impressão de que a ajuda não vem, ou vem em dose menor que a necessária. Não se preocupe. Depois de cada fracasso, levante-se e tente de novo. Muitas vezes, a primeira ajuda de Deus não é a própria virtude, mas a força para tentar de novo. Por mais importante que seja a castidade (ou a coragem, a veracidade ou qualquer outra virtude), esse processo de treinamento dos hábitos da alma é ainda mais valioso. Ele cura nossas ilusões a respeito de nós mesmos e nos ensina a confiar em Deus. Aprendemos, por um lado, que não podemos confiar em nós mesmos nem em nossos melhores momentos; e, por outro, que não devemos nos desesperar nem mesmo nos piores, pois nossos fracassos são perdoados. A única atitude fatal é se dar por satisfeito com qualquer coisa que não a perfeição.

Em terceiro lugar, as pessoas muitas vezes não entendem o que a psicologia quer dizer com “repressão”. Ela nos ensinou que o sexo “reprimido” é perigoso. Nesse caso, porém, “reprimido” é um termo técnico: não significa “suprimido” no sentido de “negado” ou “proibido”. Um desejo ou pensamento reprimido é o que foi jogado para o fundo do subconsciente (em geral na infância) e só pode surgir na mente de forma disfarçada ou irreconhecível. Ao paciente, a sexualidade reprimida não parece nem mesmo ter relação com a sexualidade. Quando um adolescente ou um adulto se empenha em resistir a um desejo consciente, não está lidando com a repressão nem corre o risco de a estar criando. Pelo contrário, os que tentam seriamente ser castos têm mais consciência de sua sexualidade e logo passam a conhecê-la melhor que qualquer outra pessoa. Acabam conhecendo seus desejos como Wellington conhecia Napoleão ou Sherlock Holmes conhecia Moriarty; como um apanhador de ratos conhece ratos ou como um encanador conhece um cano com vazamento. A virtude - mesmo o esforço para alcançá-la — traz a luz; a libertinagem traz apenas brumas.

Para encerrar, apesar de eu ter falado bastante a respeito de sexo, quero deixar tão claro quanto possível que o centro da moralidade cristã não está aí. Se alguém pensa que os cristãos consideram a falta de castidade o vício supremo, essa pessoa está redondamente enganada. Os pecados da carne são maus, mas, dos pecados, são os menos graves. Todos os prazeres mais terríveis são de natureza puramente espiritual: o prazer de provar que o próximo está errado, de tiranizar, de tratar os outros com desdém e superioridade, de estragar o prazer, de difamar. São os prazeres do poder e do ódio. Isso porque existem duas coisas dentro de mim que competem com o ser humano em que devo tentar me tornar. São elas o ser animal e o ser diabólico. O diabólico é o pior dos dois. E por isso que um moralista frio e pretensamente virtuoso que vai regularmente à igreja pode estar bem mais perto do inferno que uma prostituta. É claro, porém, que é melhor não ser nenhum dos dois.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

A herança que iremos deixar aos nossos filhos


As vezes olhando o mundo em que vivemos, me faço a seguinte pergunta:- Que herança deixarei para meus filhos.
O mundo está mergulhado num caos total, clima alterado, pessoas se matando por nada, uma miséria constante que cresce a cada dia numa velocidade incrível, doenças que surgem do nada, matam milhões e depois some na mesma velocidade em que apareceu. O egoísmo , falta de afeto, principalmente amor, são coisas utópicas ou lendas, que os "antigos" contavam.
Não sei o que deixarei para minha filha, mas se ela colher aquilo que estou plantando, com certeza ficarei feliz. Pois estou tentando plantar amor, harmonia, paz, fidelidade.
Nesses dias fiquei triste com a noticia que estava nas manchetes dos principais noticiários, onde um homem revoltado com a separação da companheira, pegou o filho de apenas 4 anos , subiu no alto de um prédio e se jogou do alto com a criança abraça junto ao peito. Eu chorei. As vezes me pergunta por que a humanidade tem deixado o ódio , a maldade imperar sobre a sua vida a ponto de matar alguém inocente.
Creio se em João 11:33 "Jesus chorou", se estive nos dias conteporâneos teria não chorado, mas desmaiado a tantas atrocidades que o próximo tem cometido contra seu semelhante.

Veio a memória aquela música do Catedral "Quando o verão chegar", pois aquela letra reflete o que sinto e o que quero para minha filha. Até a próxima, se houver próxima, se Jesus não voltar primeiro, estaremos aqui novamente.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Cronologia da vida do apóstolo Paulo


Cronologia da vida do apóstolo Paulo

O que se conhece acerca da vida de Paulo encontra-se somente em Atos e em seus escritos antigos, conforme preservados no Novo Testamento. Assim, muito pouco se conhece acerca de Paulo antes de seu aparecimento em Atos 7:58. Para se ter informação sobre seus primeiros anos, é necessário colher-se os poucos dados disponíveis do Novo Testamento e interpolar-se nestes dados o que se conhece acerca da época em que Paulo viveu, um rapaz judeu da diáspora que recebera treinamento rabínico em Jerusalém.

A palavra que Lucas usou para apresentar Paulo a seus leitores em Atos 7:58 pode referir-se a qualquer pessoa do sexo masculino de até quarenta anos de idade. Isto indicaria que Paulo nasceu próximo ao início da era cristã. O pai de Paulo, judeu da tribo de Benjamim (Fil. 3:5) e fariseu (At. 23:6), era cidadão romano que vivia no importante centro metropolitano de Tarso, na Cilícia, Ásia Menor. A cidade era um centro de educação, superado no tempo de Paulo somente por Atenas e Alexandria. Como seu pai era cidadão romano, Paulo herdou essa cidadania. Dentro do círculo da família, ele teria recebido suas primeiras instruções religiosas de seus pais e, um pouco mais tarde, teria freqüentado a escola da sinagoga local, como qualquer criança judia. Talvez ele também tenha freqüentado uma das muitas universidades de Tarso, para obter uma educação mais formal nos princípios de retórica, lógica e filosofia. Isto, contudo, é somente conjetura baseada na maneira pela qual Paulo demonstrou, em suas cartas, sua familiaridade com a argumentação filosófica vigente. Ele tinha dois nomes dados, um em latim (Paulus), que denotaria sua cidadania legal romana, e o outro em hebraico (Saulo), que seria usado na família e nos círculos judaicos. O nome em grego é uma transliteração do nome latino, e não uma tradução do nome hebraico. Dos irmãos e irmãs de Paulo, sabe-se somente que ele tinha uma irmã morando em Jerusalém na ocasião de sua prisão lá (At. 23:16).

Em certa época, nos anos iniciais de Paulo, ele foi enviado a Jerusalém para estudar a lei rabínica, sob a orientação do bem conhecido Mestre Gamaliel (At. 22:3). Pareceria que Paulo estava em Jerusalém durante o ministério ativo e a ocasião da morte de Jesus. Contudo, Paulo não dá certeza se viu Jesus nos dias em que esteve em carne (II Cor. 5:16). Houve muita discussão acerca de se Paulo foi casado alguma vez. Pelo fato de que era necessário um rabi ser casado e era uma vergonha um adulto não ser casado, é mais provável que Paulo fora casado. Contudo, porque não há nenhuma referência em suas cartas acerca de uma esposa, é lógico pressupor-se que ela morrera antes da perseguição ativa, de Paulo, da igreja, conforme registrado em Atos 8. Alguns interpretaram as palavras de Paulo em Atos 26:10 "...dei o meu voto contra eles quando os matavam" — como significando que Paulo fora um membro do Sinédrio. Estas palavras dificilmente significam nada mais que Paulo concordava com o julgamento do conselho. Um "mancebo" (At. 7:58) dificilmente pertenceria a um conselho de "anciãos" (At. 5:21). Em nenhuma parte, em suas cartas, Paulo sugere que tenha sido membro da corte suprema judaica. Atos 9:1,2 e 22:5 apresentam Paulo como sendo mais um funcionário que membro do Sinédrio.



Em Atos, Paulo aparece pela primeira vez na ocasião da morte de Estevão. Foi o zelo farisaico de Paulo pelas "tradições dos pais" que o levou a um conflito severo com os seguidores de Jesus (Fil. 3:5-9). Ele era um dos líderes, e, provavelmente, o mais ardoroso, na perseguição inicial da igreja pelos líderes religiosos judeus. Quando os crentes fugiram de Jerusalém, Paulo pediu e recebeu permissão do sumo sacerdote para procurar e prender os cristãos que ele esperava encontrar em Damasco (At. 9:1,2). Como fariseu leal e consciencioso, Paulo realmente pensava que estivesse fazendo a Deus um serviço ao tentar destruir a nova seita blasfema (At. 22:3; 26:9; ver João 16:2, onde Jesus havia predito tal ação).

A conversão de Paulo na estrada para Damasco deve ter sido vista por Lucas como um dos mais importantes acontecimentos do cristianismo primitivo. Há três narrativas deste evento em Atos: uma narrada por Lucas (9:3-19) e duas por Paulo (22:6-16; 26:12-18). Embora haja algumas variações em cada uma das narrativas, estas podem ser explicadas pelo propósito de cada narrativa e a audiência para a qual cada uma foi pretendida. O elemento importante é que a experiência na estrada de Damasco transformou Paulo de um perseguidor fanático da igreja em seu mais ardente e capaz defensor e propagador.

De Gálatas (1:17,18) sabe-se que Paulo passou algum tempo em Damasco, foi para a Arábia e retornou a Jerusalém depois de três anos. Ele foi recebido com suspeita pelos irmãos de Jerusalém, até que Barnabé o aceitou e apresentou aos apóstolos (At. 9:26,27). Uma trama dos judeus helenizantes contra sua vida fez a igreja persuadi-lo a deixar Jerusalém. Ele assim o fez, e foi para sua cidade de Tarso (At. 9:28-30). Dos anos passados em Tarso nada se sabe. Possivelmente uns dez anos foram passados lá. Esses anos são chamados os "anos de silêncio" do ministério de Paulo.

Lucas registra que Barnabé, enviado pela igreja em Jerusalém a Antioquia da Síria, foi a Tarso para obter a ajuda de Paulo em seu trabalho entre os gentios de Antioquia (At. 11:25). Atos 11:27-30 também registra uma "visita na época da fome" a Jerusalém por Paulo e Barnabé, que não é mencionada em mais nenhuma parte no Novo Testamento. Os anos de fome ocorreram nos dias de Cláudio César (41:54 d.C.) e por volta da época da morte de Herodes Agripa I (44 d.C). Há vários problemas críticos sobre a harmonização de Atos 11-12 com Gálatas 2, mas estes serão discutidos no capítulo sobre Gálatas. Neste ponto pressupõe-se que Gálatas 2 se refere à viagem de Paulo a Jerusalém, conforme apresentada em Atos 15.

Depois de terem retornado de Antioquia, Paulo e Barnabé foram enviados para fazerem o que é Comumente chamado a "Primeira Viagem Missionária" (At. 13:1-14:28). Esta viagem de fundação de igrejas foi limitada à Ilha de Chipre e às regiões da Ásia Menor sul-central, conhecidas como Panfília, Pisídia, Licaônia e Lícia. Isto foi identificado por W. Ramsay, como parte da província romana da Galácia. Ao retornarem a Antioquia, para relatar sobre seu trabalho, Atos expõe o problema que os levou à Jerusalém, conforme Atos 15. Este mesmo acontecimento é apresentado em Gálatas 2:1 como tendo acontecido quatorze anos após a saída apressada de Paulo daquela cidade, para Tarso. Atos 15 e Gálatas têm tantos dados em comum que pouca dúvida pode haver de as duas passagens se referirem à mesma ocorrência. Supondo-se que as referências de Paulo são das viagens que ele fez a Jerusalém, para consultar os apóstolos lá, na ocasião, é mais provável que a visita de Atos 11-12 não foi mencionada em Gálatas. Tendo obtido a aprovação da igreja em Jerusalém, sobre seu trabalho entre os gentios Paulo e Barnabé retornaram a Antioquia e passaram mais algum tempo lá (At. 15:35). Este escritor crê que foi durante sua estadia em Antioquia antes da Segunda Viagem Missionária que Paulo escreveu a Epístola aos Gálatas. Outra vez, a data da escrita de Gálatas será discutida no capítulo sobre esse livro.

Na Segunda Viagem Missionária (At. 15:36-18:22), Paulo e Silas visitaram as igrejas anteriormente estabelecidas e viajaram para Trôade. Impedidos, pelo Espírito Santo, de evangelizarem mais na Ásia Menor, eles atravessaram para a Europa e fundaram igrejas na Macedônia e em Acaia. Quando esteve em Corinto (Acaia), Paulo entrou em contato com Priscila e Áqüila, judeus cristãos que haviam recentemente sido expulsos de Roma por Cláudio. O edito de expulsão foi ordenado no nono ano do reinado de Cláudio (cerca de 49 d.C). Foi de Corinto que Paulo escreveu as duas cartas à igreja de Tessalônica (na Macedônia). Depois de dezoito meses em Corinto, Paulo foi acusado por judeus descrentes perante Gálio, o novo procônsul romano. Gálio chegou a Corinto por volta de 51 d.C, para assumir suas funções. Paulo foi inocentado das acusações trazidas contra ele e, após passar um pouco mais de tempo em Corinto, viajou, via Éfeso e Jerusalém, para Antioquia da Síria, chegando na primavera de 52 d.C.

A narrativa da Terceira Viagem Missionária é transferida quase que inteiramente para o ministério de três anos de Paulo em Éfeso (At. 19). Quando em Éfeso, Paulo escreveu pelo menos três cartas à igreja em Corinto: uma carta perdida (referida em I Cor. 5:9), a I Coríntios canônica, e uma carta "angustiosa" (referida em II Cor. 2:4; 7:8). De II Coríntios (12:14; 13:1), sabe-se que Paulo fez uma rápida visita a Corinto e voltou a Éfeso. Deixando Éfeso após o tumulto, Paulo foi para Trôade e depois para a Macedônia. Lá ele escreveu II Coríntios. prosseguindo para Corinto, Paulo escreveu Romanos, na antecipação de visitar Roma em seu caminho para a Espanha, depois de levar uma oferta aos santos pobres de Jerusalém (Rom. 15:22-28). A Epístola aos Romanos teria sido escrita durante o inverno de 55-56 d.C.

Em Jerusalém, Paulo foi preso e, a fim de salvar sua vida, foi enviado ao procurador Romano em Cesaréia (At. 23:12-35). Em Cesaréia, ele foi julgado perante Félix, o procurador de cerca de 51-57 d.C. A datação da procuradoria de Félix é um dos itens mais indefiníveis nos estudos do Novo Testamento. Isto foi tratado no capítulo anterior, sobre Atos. Supõe-se, nesse livro, que Félix foi chamado de volta por Nero em 57 d.C, e Festo tomou seu lugar naquele ano. Atos 24:27 afirma que Félix manteve Paulo em prisão domiciliar por dois anos. Seguindo-se à chegada de Festo, tais eram as circunstâncias, que Paulo alegando a prerrogativa de cidadão romano, apelou para a corte de César. No outono de 57 d.C, a perigosa viagem de inverno até Roma se iniciou, chegando-se lá após grande apuro na primavera de 58 d.C. (At. 27:1-28:14). Lucas não relata em Atos o resultado do julgamento perante Nero, mas ele dá a entender que, após dois anos de confinamento, Paulo foi posto em liberdade (At. 28:30), por volta do ano 60 d.C. Durante os dois anos em Roma, Paulo escreveu as Epístolas da prisão: Filemom, Colossenses, Efésios e Filipenses.



Com o encerramento de Atos, qualquer história de maior atividade de Paulo deve vir ou de seus escritos ou dos pais antigos da Igreja. Clemente de Roma (por volta de 96 d.C.) escreveu que Paulo foi solto e pregou até "as extremidades do Ocidente". Para um romano, isto só poderia significar Espanha, a Península Ibérica. Das Epístolas Pastorais, sabe-se que Paulo voltou para o Oriente, passando por Creta, Éfeso, Trôade e Macedônia, mas não, necessariamente, nessa ordem. Provavelmente, da Macedônia ele escreveu I Timóteo, tendo enviado Timóteo anteriormente a Éfeso. Ou da Macedônia ou de Corinto, Paulo escreveu a Epístola a Tito, que ele havia deixado em Creta. Dos historiadores romanos, sabe-se que, em 19 de julho de 64, Roma foi incendiada, e, para transferir a suspeita de sua pessoa, Nero pôs a culpa nos cristãos. Porque Paulo, um notável líder da Igreja, havia sido julgado uma vez perante Nero, pensa-se que Nero ordenou sua prisão e retorno a Roma, para julgamento. Foi durante este segundo aprisionamento em Roma que II Timóteo foi escrita. Uma tradição antiga afirma que Paulo foi martirizado durante o ano do incêndio de Roma. A evidência para esta tradição é mais forte que a sugestão de Paulo e Pedro, ambos, terem sido mortos no ano da morte de Nero (68 d.C.). Portanto, Paulo foi decapitado pelas autoridades romanas (conforme se supõe em 29 de junho de 65.

Deve ser reconhecido que, por causa de dados conflitantes entre os historiadores antigos e o uso de pelo menos três sistemas de calendários diferentes, a maior parte das datas é, no máximo, só aproximada. As de precisão razoável são: a morte de Herodes Agripa I (44 d.C), o decreto de Cláudio, expulsando os judeus de Roma (49 d.C), a designa¬ção de Gálio (51 d.C), o incêndio de Roma (64 d.C), e a morte de Nero (9 de junho de 68). Mediante estas datas, uma história razoavelmente precisa da vida de Paulo pode ser construída:

A.D.1 ......................... Nascimento
33-34 ......................... Conversão
45 .................................. Visita a Jerusalém pela época da fome
46-48 ............................. Primeira Viagem Missionária
49.................................. Conferência de Jerusalém (dezessete anos após sua conversão)

49-52............................. Segunda Viagem Missionária
52-56............................. Terceira Viagem Missionária
56-57............................. Prisão em Jerusalém e dois anos na prisão em Cesaréia
57-58............................. Viagem a Roma
58-60............................. Primeiro aprisionamento em Roma
60-64............................. Viagem a Espanha, Creta, Macedônia e Acaia
64-65............................. Prisão, segundo aprisionamento em Roma e morte

Márcio Melânia

sábado, 31 de outubro de 2009

Música: do Divino ao Maligno


Música: do Divino ao Maligno

Entre as perguntas que Deus fez a Jó, registradas nesse livro, que é o mais antigo da Bíblia, está aquela: "Onde estavas tu... quando as estrelas da alva juntas alegremente cantavam, e rejubilavam todos os filhos de Deus?" (Jó 38:7). Com esta pergunta, Deus revelou que houve uma época de perfeita harmonia em todo o universo. Era uma época em que certamente o homem não existia, e por isso Deus perguntava a Jó: "onde estavas tu?". Mas estava implícito, nesta pergunta, que todos os filhos de Deus, criaturas que já existiam antes do homem, cantavam e rejubilavam, juntamente com as estrelas da alva, que juntas alegremente cantavam.

No livro do Apocalipse, capítulo 1, verso 20 lemos que "as estrelas são os anjos". Pedro, falando sobre a vinda verdadeira de Cristo, da qual ele foi testemunha ocular, diz àqueles que também obtiveram fé: "até que o dia clareie e a estrela da alva nasça em vossos corações" (II Pedro 1:19 e Apocalipse 22:16). Essa estrela, sem dúvida, é Cristo Jesus, a luz do mundo. Mas, por outro lado, Satanás também é chamado de "estrela da manhã," em Isaías, onde lemos a respeito de sua queda: "Como caíste do céu, ó estrela da manhã, filho da alva!" (Isaías 14:12); e também no Apocalipse, que fala de uma estrela caída do céu, que tem a chave do poço do abismo (Apocalipse 9:1).

Isto nos leva a imaginar que possivelmente tanto Cristo como Satanás deviam estar presentes, e em perfeita harmonia entre si e Deus, quando as estrelas da alva juntas, alegremente cantavam e rejubilavam todos os filhos de Deus. João confirma a presença de Cristo antes e durante a criação, quando diz: "nada do que foi feito sem ele se fez" (João 1:3), falando do Verbo feito carne. Então Cristo existia antes de tudo, e foi através dele que Deus fez o universo, como lemos em Hebreus 1:2. No livro de Jó lemos que Satanás veio juntamente com os filhos de Deus se apresentar diante dele (Jó 1:6 e 2:1). Mas antes de sua queda havia harmonia, havia música e alegria. Aliás, Satanás era um querubim da guarda, ungido, que permanecia no monte de Deus, um lugar de muito cântico e louvor, que segundo o Velho Testamento, é o lugar da autoridade de Deus. Ele possuía instrumentos especiais de louvor, como tambores e pífaros, como vemos nas melhores traduções de Ezequiel 28:13 e 14 e também uma harpa, como vemos em Isaías 14:11.

Quando Satanás foi expulso do céu, Cristo presenciou a sua queda: "Eu vi a Satanás cair do céu como um relâmpago" (Lucas 10:18) e seus instrumentos musicais foram lançados com ele sobre este mundo (Isaías 14:11). Ele é chamado de "o príncipe deste mundo" nas Escrituras, e é por isso que quando tentava a Cristo dizia: "Tudo isto te darei, se prostrado me adorares" (Mateus 4:9). É isto que Satanás quer ainda hoje. É usurpar o louvor e a adoração que pertencem a Deus, e a Bíblia afirma que a glória é pertencente a Deus e Ele não a dá a outrem (Isaías 42:8 e Isaías 48:11). Foi justamente isto que Satanás dizia quando a maldade entrou em seu coração: "Eu subirei ao céu, acima das estrelas de Deus e exaltarei o meu trono, e no monte da congregação me assentarei, nas extremidades do Norte; subirei acima das mais altas nuvens e serei semelhante ao altíssimo". (Isaías 14: 13 e 14).

Ainda hoje, Satanás está tentando tirar a glória de Deus. Como ele era perito no louvor, pois fora criado para isso, com acesso imediato e bem perto de Deus, e com instrumentos próprios para glorificá-Lo, é muito compreensível que use os próprios meios de louvor para desvirtuar a glorificação de Deus, para que ele receba a glória semelhantemente ao Altíssimo.

Cristo disse que Satanás foi homicida desde o princípio (João 8:44). É muito interessante de se observar que os ancestrais de Jubal, o pai de todos que tocam harpa e flauta, (Gênesis 4:21) eram criminosos. Ele era filho de Lameque, que havia matado um homem e um rapaz e cometido bigamia (Gênesis 4:23) e era descendente direto de Caim, o primeiro assassino, que matara seu irmão Abel (Gênesis 4:8).

Satanás é caracterizado na Bíblia também como o pai da mentira. Através do engano ele tem operado desde o princípio e continua a operar em todos os campos. Na música, a sua atuação é muito grande nestes dias, e muitos crentes estão caindo em seus laços e armadilhas (Efésios 6:11), mesmo tendo a melhor das intenções de querer "louvar a Deus", através dos cânticos.

Embora a Bíblia claramente nos exorte que devemos servir a Deus com reverência (Hebreus 12:28) e que devemos ser sóbrios (I Pedro 1:3), temos visto justamente o oposto acontecer no campo da música. As palavras de Paulo a Timóteo com relação aos acontecimentos dos últimos tempos estão se cumprindo literalmente. Muitos estão "enganando e sendo enganados" (II Timóteo 3:13), e com a intenção de comercializar e vender, um tipo banal e irreverente de música sacra, têm até desvirtuado a música evangélica. Esta irreverência descrita por Paulo (II Timóteo 3:3) provém da conformação ou semelhança musical com o mundo (Romanos 12:2).

Instrumentação, estilos e ritmos mundanos inundam de tal forma a música evangélica, chamada de "música jovem", que, em geral não se pode mais hoje em dia fazer a distinção entre o que seja música mundana ou música da igreja. A desculpa é que "os jovens gostam desse tipo de música". Se eles gostam e colocam o prazer em primeiro lugar, a satisfação pessoal que todos podem obter da música, reafirmam exatamente o perigo existente. Na admoestação de Paulo, ele diz que as pessoas, nos últimos tempos, seriam amigas dos prazeres (II Timóteo 3:4). Paulo também diz que um dos característicos dessa irreverência, é que "teria a forma de piedade" (II Timóteo 3:5).

Realmente, quando ouvimos textos piedosos da Bíblia serem cantados com este tipo de música, somos facilmente embalados pela música e, assim enganados, não percebemos o nosso comprometimento com a música e o estilo mundanos. Existe, entretanto o verdadeiro prazer espiritual, que provém de um louvor reverente e que glorifica e dignifica a Deus. Mas este prazer carnal que o abuso do ritmo, da bateria e da orquestração de boate criam, precisa ser identificado prontamente e retirado do meio do corpo de Cristo – a sua Igreja, que deve ser pura, sem mancha, nem ruga, santa e sem defeito (Efésios 5:27).

Aqui vemos também a concretização da parábola de Cristo: "Um lavrador semeou trigo. Veio seu inimigo (Satanás) e no mesmo campo plantou o joio". Trigo e joio são semelhantes, mas o trigo glorifica ao Senhor e irá para o seu celeiro, ao passo que o joio será lançado no fogo para ser queimado (Mateus 13:24-30). Embora ambos estejam "crescendo juntos", onde está o nosso discernimento espiritual para separar as cousas de Deus e do mundo? Ainda é contundente a observação do Salmista, falando de Israel, a herança de Deus: "se mesclaram com as nações e lhes aprenderam as obras; deram culto aos seus ídolos os quais lhes converteram em laço; (...) e assim se contaminaram com as suas obras e se prostituíram nos seus feitos" (Salmo 106:35-39).

Não há dúvida de que muitos de nós estamos sendo envolvidos pelos laços do maligno no próprio campo de música e louvor. O entretenimento e o prazer, atualmente, são os fatores determinantes na escolha das músicas! A juventude gosta de curtir o som, os aparelhos e os efeitos de som e de luz. Aquilo que é agradável aos olhos e aos ouvidos, a arte em geral, tem de fato sido usado para o louvor e a glória de Deus – mas sempre como SERVOS – como MEIOS, e jamais com finalidade em si, como hoje parece estar em voga, transformando sorrateiramente a igreja em teatro para entretenimento e diversão!

O elemento Espiritual da Música é, sem dúvida, salientado quando a música é equilibrada no seu ritmo, melodia e harmonia, porque cada um desses elementos musicais, tem um apelo próprio. O ritmo apela aos músculos, a melodia às emoções, e a harmonia ao intelecto. Como um todo equilibrado, a música pode ser um meio pelo qual nos enchemos do Espírito de Deus (Efésios 5:18 e 19). Mas freqüentemente a música é usada também para levar as pessoas a momentos de vileza e pecado, ou até mesmo para invocar espíritos malignos, no candomblé, na macumba e espiritismo. Com a música, ou glorificamos a Deus, ou a Satanás, no trono de Deus.

É exatamente num contexto em que fala da diferença entre os filhos das trevas e os filhos da luz, que Paulo nos recomenda cantar hinos do Espírito (Efésios 5:1-13). Elizeu mandou chamar um músico para tocar o seu instrumento, e ao tocar o músico, o "poder de Deus veio sobre ele" e ele assim profetizou (II Reis 3:15) e falou a palavra do Senhor. Quantas vezes a música pode ser o meio pelo qual o poder de Deus se manifesta! Observemos que a música instrumental, mesmo sem texto ou palavras, como a tocou aquele tangedor em sua harpa, com acordes reverentes, sóbrios e solenes, têm um potencial espiritual muito grande. E esse poder não só faz descer o Espírito do Senhor, como o fez a Elizeu e a Saul quando foi ungido Rei (I Samuel 10:5-9), mas também expulsa os espíritos malignos.

Enquanto Saul era obediente ao Senhor, o Espírito de Deus estava com ele. Quando ele se tornou desobediente, o Espírito do Senhor se retirou dele, e um espírito maligno da parte do Senhor passou a atormentá-lo. Aqui, também a música, tocada por Davi, homem de Deus, e "bom como um anjo", afugentava aquele espírito maligno e Saul se sentia melhor (I Samuel 16:23). À luz desse fato é mais fácil de se compreender o Salmo 8:2, citado por Cristo em Mateus 21:16 de que "da boca de pequeninos e crianças de peito suscitasse força". Cristo interpretou para nós esta força, como sendo "o perfeito louvor", "por causa dos teus adversários, para fazeres emudecer o inimigo e o vingador". Assim como o louvor faz calar o inimigo, não é de admirar que muitos casos sejam relatados onde muitas pessoas opressas ou possessas são literalmente libertas através do cântico de glorificação a Deus!

É desta maneira que os santos são descritos no Salmo 149:6, como tendo "nos lábios os altos louvores e nas suas mãos a espada de dois gumes" – a Palavra do Senhor, para esta luta espiritual na qual todos os filhos de Deus estão engajados (Efésios 6:12). Esta mesma relação de louvores e a Palavra existe na exortação de Paulo: "Habite ricamente em toda a sabedoria, louvando a Deus com salmos, hinos e cânticos espirituais, com gratidão em vossos corações" (Colossenses 3:16). Nos versículos seguintes Paulo ressalta que isto deve ser feito em nome do Senhor, de todo o coração, como para o Senhor, e não para homens (versos 17 e 23).

Não é bem diferente a nossa atitude hoje em dia quando dizemos que estamos "louvando a Deus"? Não procuramos acima de tudo, muitas vezes, agradar aos homens, para receber deles os aplausos para a nossa própria glória e envaidecimento? Quando agradamos a homens, não estaremos destronando Deus e entronizando a Satanás? Paulo dizia que se agradasse ainda a homens, não seria servo de Cristo (Gálatas 1:10).

Na passagem de Ezequiel 28:16, vemos um trecho que fala a respeito da "multiplicação do comércio" de Satanás. Esse comércio de Satanás tem sido interpretado como a sua revolta que levou cerca de um terço dos outros anjos a se rebelarem contra Deus (Apocalipse 12:4 e 9). Outros ligam este fato ao "cirandar" e ao "passear pela terra" várias vezes relacionados com Satanás. Mas hoje em dia, uma outra coisa nos chama muito a atenção. É de que o maior comércio existente em todo o mundo está relacionado com a produção de discos, cassetes e aparelhos de som, para a divulgação de música altamente excitante e diabólica. Basta olhar nas capas dos discos para se perceber que é obviamente arte do maligno. Autoridades seculares estão alarmadas com o problema das discotecas, que estão destruindo os nossos jovens de hoje.

A Bíblia nos ensina que Satanás quer destruir o corpo e a alma. Quantos jovens se entregam às drogas, ao crime, ao roubo, através das músicas psicodélicas de hoje em dia? O nível tolerável de audição é de 90 decibéis. As discotecas, em geral, atingem 120 e até 150 decibéis, arruinando permanentemente os ouvidos dos jovens. Essa música barulhenta "hoje toma conta do carro, do apartamento, do metrô – torna-se mais perigosa que a cocaína, porque dopa todo mundo e tem o inconveniente de ser produzida e vendida livremente, sem se pedir licença[1]".

O som de hoje "faz como qualquer processo de intoxicação: a reiteração barulhenta exclui a convivência. O ‘som’ não permite o raciocínio, a conversa, a discussão. Embriaga, literalmente, fazendo o tempo parar durante horas. Apenas um ritmo imperativo e despótico, sempre igual, domina nosso tempo. Como um doente mental grave ou como intoxicado, passamos a viver um tempo que não existe, cheio de som e fúria, significando nada[2]". Além de prejudicar os ouvidos e dopar as pessoas, as luzes pisca-pisca das discotecas desencadeiam convulsões nos jovens de tendências epilépticas, o que tem alarmado as autoridades médicas, levando alguns Estados do Brasil, como o Rio Grande do Sul, a tomar medidas sérias para controlar o abuso.

O que não dizer de grupos que divulgam discos deste tipo sobre cujas matrizes os sacerdotes de Satanás já impuseram as mãos para amaldiçoá-los, para cativar assim os jovens? Um desses grupos é o chamado KISS cuja própria sigla incorpora abertamente que é um serviço satânico internacional[3]. Os próprios Beatles já usavam correntinhas no pescoço, com símbolos de Satanás e agora estamos deixando que ritmos de "rock", usados por eles, por Elvis Presley (de vida mundana e comprometidos com droga, com Satanás e com o mundo) sejam a nossa linguagem musical na igreja!...

Satanás deve estar dando umas boas gargalhadas com a nossa inocência. Com isto estamos desobedecendo à Palavra de Deus, que nos exorta: "Não deis lugar ao diabo" (Efésios 4:27).. Pior que isto, podemos estar "obedecendo a espíritos enganadores e a ensinos de demônios" (I Timóteo 4:1). Pedro era um discípulo de Cristo, no entanto pensava que fazia um bem para Jesus quando disse: "Tem compaixão de ti, Senhor; isso de modo algum te acontecerá", quando Jesus dizia que seria morto. Mas Jesus, voltando-se, disse a Pedro: "Arreda! Satanás; tu és para mim pedra de tropeço" (Mateus 16: 22 e 23). Ele era um discípulo, mas estava seguindo o ensino do demônio.

É bem possível que muitos de nós pensemos estar fazendo um bem para Cristo e para Sua Igreja, quando usamos um tipo de música comprometedora ou quando queremos abandonar a música nitidamente religiosa, simplesmente por ser "tradicional" ou "ultrapassada" . Não estaremos nós na realidade sendo verdadeiras pedras de tropeço para o evangelho e não estaremos nós sendo enganados e contribuindo para o entronamento do "príncipe das trevas"?

Por João Wilson Faustini

A IDOLATRIA NAS IGREJAS EVANGÉLICAS.


A IDOLATRIA NAS IGREJAS EVANGÉLICAS.

A igreja de Cristo, certeza do encontro com Deus, ambiente de adoração lamentavelmente, está depreciada pelos próprios eruditos que as conduzem. O altar virou palco de show, quando não, palanque político. O louvor de adoração a Deus se transformou em músicas extravagantes, usando o seu santo nome em vão, e principalmente com fins comerciais. As pregações giram em torno das prosperidades materiais, mas o propósito principal do sacrifício de Cristo na cruz, a sua Graça e a oferta da vida eterna estão subjugados, são coisas em segundo plano.

A igreja séria, compromissada com o Evangelho de Cristo, que espera pela sua vinda, precisa acabar de vez com essa doutrina de hipocrisia criada pelo homem, induzindo os mais fracos ao erro, iludindo-os a servir a Deus só pela recompensa das bênçãos materiais. Os fracos na fé esperam pelo deleite do Reino de Deus aqui na terra, mas o próprio Senhor disse: O meu Reino não é deste mundo.

A igreja precisa voltar a ser de Cristo; precisa de crescimento espiritual, amadurecimento na sã doutrina, e reconhecer que a bênção do Senhor não se compra com dízimos e ofertas que hoje estão mais poderosos que Jesus Cristo dentro da igreja. É conveniente ressaltar que Deus é Espírito, e importa que os verdadeiros adoradores o adorem em espírito e em verdade.

Amados, é hora de sair da penumbra e acordar para a vida em Cristo, pelo que diz a palavra do Senhor na carta de Paulo aos Efésios 5.14: Desperta, tu que dormes, e levanta-te dentre os mortos, e Cristo te esclarecerá. A palavra alerta: Existem muitos crentes dormindo dentre os mortos, participando da idolatria e vivendo como os gentios na abundância do pecado.

A IDOLATRIA VIRTUAL

Na antiguidade, era mais fácil identificar a idolatria, porque desde o princípio o Senhor já repugnava a criação de imagens (Êxodos 20). Porem, com o mundo moderno, satanás tem criado outros artifícios que induz sutilmente o homem à idolatria, inclusive de forma virtual. E uma delas é a televisão, quando usada de forma incorreta, traz uma avalanche de maldição para dentro da casa do servo de Deus. Por ela entram na sua casa os filmes, as novelas e outros programas que na maioria das vezes vem recheados de pornografia, violência e outras devassidões abomináveis aos mandamentos de Deus.

Até mesmo o esporte, com aparência inócua e saudável, mas por trás de tudo isso há um violento conteúdo de idolatria. Um dos exemplos disso é o futebol, onde há um verdadeiro satanismo, principalmente nos bastidores dos grandes clubes. E isso é uma coisa pública, constantemente a imprensa divulga os trabalhos realizados pelos feiticeiros chamados “pai de santo” dentro dos clubes. As rezas dos jogadores, as promessas dos torcedores, sem falar da violência que assola dentro e fora dos estádios, onde muitos já perderam até a própria vida. É bom lembrar, que essas coisas acontecem não só no futebol, mas na maioria dos esportes há idolatria, perversidade, contenda e tragédia.

Perguntamos então, qual a razão que leva o homem que tem compromisso Deus, a se envolver nessa aberração? Porque o crente tem que participar dessa atividade mundana, torcer por um time e ter os jogadores como verdadeiros ídolos?

A carta aos Romanos 1. 22-25 diz: Os sábios, tornaram-se loucos. E mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível.

Pelo que também Deus os entregou às concupiscências do seu coração, à imundícia, para desonrarem o seu corpo entre si; pois mudaram a verdade de Deus em mentira e honraram e serviram mais a criatura do que o Criador, que é bendito eternamente. Amém!

A palavra do Senhor, condena a prática esportiva que o homem tanta ama, vamos meditar:

I Coríntios 9.25: Todo aquele que luta de tudo se abstém; eles o fazem para alcançar uma coroa corruptível, nós, porém, uma incorruptível.

Gálatas 5.19-20: Porque as obras da carne são manifestas, as quais são: prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias.

Uma pausa para conhecermos o significado da palavra EMULAÇÃO:

Do latim aemulatione. Sentimento que incita a igualar ou superar outrem. Competição, rivalidade, concorrência. Estímulo, incentivo. Adjetivos que fogem do perfil dos que amam a Deus em Espírito e em Verdade.

A nossa preocupação, é a infiltração dessa idolatria no coração dos pregadores e líderes das igrejas. O futebol, e o esporte num todo, está sendo praticado e cultuado até mesmo dentro de muitas igrejas. Mas, essa casa foi criada para adoração ao Senhor, esse local era uma fonte de oração e veneração, hoje muitas igrejas denominadas “evangélicas”, trazem a idolatria dissimulada no conteúdo da sua doutrina, tanto quanto o paganismo das igrejas descompromissadas com Deus.

O exemplo, o uso da imagem da cruz, a silhueta do pombinho, o castiçal com ramificação (candelabro) para uso de velas, folhetos ilustrados, etc., Criaram até um peixe como símbolo do crente. E no livro de Êxodo 20.4, disse o Senhor: Não farás para ti imagem de escultura, nem alguma semelhança do que há em cima nos céus, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra.

Alem disso ainda há outras espécies de armadilhas que o crente está sujeito. A tecnologia virtual, como filmes, jogos eletrônicos, celulares, internet e outras astúcias oferecidas pela tecnologia cibernética.. Não condenamos o uso da ciência, porque ela também traz muitos benefícios ao homem, mas “o mau uso” desses instrumentos no meio evangélico, é complexo e ameaçador.

Mas não é só isso, outra ameaça iminente são os costumes do mundo, que os líderes têm introduzido na igreja sob pretexto de evangelização. O que há de mais moderno hoje nas igrejas é o mundo gospel, como a música, que apesar de usar sempre o nome do Senhor é produzido com fins lucrativos, às danças coreográficas, às vezes procedidas de escândalos, os teatros, e até desfile para concurso de beleza feminina tem sido praticado por algumas igrejas.

A palavra do Senhor na primeira Carta de Paulo aos Coríntios 6.12, alerta: Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm; todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma.

Isso nos leva a refletir e a indagar: Quem será edificado com essas coisas mundanas na Igreja? Isso tem sido praticado para exaltar o reino de quem? Porque o Senhor nosso Deus, que criou o céu e a terra, certamente não vai se agradar com isso, visto que são coisas condenáveis pela palavra.

No princípio da Igreja Primitiva, houve uma verdadeira revolução, entres os povos pelo poder de Deus. Judeus e gentios se convertiam, milhares de pessoas se agregavam a doutrina de Cristo todos os dias. Curas, libertações, milagres e maravilhas aconteciam freqüentemente, o derramar do Espírito Santo era abundante entre os irmãos, havia virtudes até na sombra dos Apóstolos.

Mas com o decorrer do tempo, o homem colocou uma placa na porta da estrutura material que eles chamam de “igreja”, e começaram a arrecadar, e a torcer a verdade de Cristo em mentira, e hoje a igreja de Cristo, que teoricamente seria fonte de benção e adoração, chegou ao ponto que está totalmente materializada, afastada da presença de Cristo e da busca pela salvação da vida eterna, onde prioridade é a prosperidade material. Lamentavelmente, muitas igrejas que se identificam como evangélicas estão no divã.

Mas isso é o cumprimento da palavra, os homens santos de Deus, divinamente inspirados pelo Espírito Santo já advertia a Igreja sobre essas coisas que haveriam de acontecer. O Apóstolo Pedro, compelido pelo Espírito Santo, declarou:

II Pedro 2.1-3: Houve entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá também falsos doutores, que introduzirão encobertamente heresias de perdição e negarão o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina perdição.

E, por avareza, farão comércio de vós com palavras fingidas; sobre os quais já de longo tempo não será tardia a sentença, e a sua perdição não dorme.

A palavra na carta aos Efésios 5.6 a 12 exorta: Ninguém vos engane com palavras vãs; porque por essas coisas vem à ira de Deus sobre os filhos da desobediência. Portanto, não sejais seus companheiros.

Porque, noutro tempo, éreis trevas, mas, agora, sois luz no Senhor; andai como filhos da luz, aprovando o que é agradável ao Senhor.

E não comuniqueis com as obras infrutuosas das trevas, mas, antes, condenai-as. Porque o que eles fazem em oculto, até dizê-lo é torpe.

Mas a IGREJA PRIMITIVA DE CRISTO está viva, e não nos convém permanecer calado, como também não podemos nos conformar com os descompromissados com a verdade e o Evangelho de Cristo, porque a sua palavra em João 8.32, disse Jesus: Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.

Portanto amados, não é oportuno dizer o amem para tudo que ouvir, sem antes examinar a verdade na palavra do Senhor, para que não sejais aliciados e vencidos pelo espírito do engano, porque no grande e terrível dia do Senhor, certamente, Ele não terá o culpado por inocente, porque Ele é justo e julgará com justiça, cada segundo as suas obras.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Halloween – a ‘festa’ dos mortos‏


Jehozadak Pereira

A Time Magazine trouxe na edição 18 volume 160 de 28 de outubro de 2002, um dado ao mesmo tempo interessante e alarmante. Em 1995 por ocasião do Halloween, foram vendidos cerca de US$ 2,5 bilhões, com produtos que abrangem doces, guloseimas, fantasias a apetrechos. Em 2002 a expectativa superou US$ 6,9 bilhões, com as mesmas coisas.

O Halloween é o segundo maior evento em faturamento financeiro nos EUA, perdendo somente para o Natal, e com maior volume financeiro do que a Páscoa.

Casas e estabelecimentos comerciais são decorados com os motivos do Halloween. Nos trens e metrôs é possível ver vetustas senhoras e senhores com meias abóbora e a indefectível cara do Jack the pumpkin estampada nelas e em broches de lapela. As prateleiras das lojas e supermercados são inundadas por centenas de produtos com embalagens confeccionadas especialmente para a ocasião.

Abóboras são cultivadas especialmente para o Halloween, e depois jogadas no lixo apodrecem durante semanas a fio.

A grande e crucial questão é que os EUA, antes voltado à pregação do Evangelho e aos valores cristãos, hoje se volta para o paganismo e para as práticas que envolvem bruxaria e feitiçaria, e em cerimônias que cultuam os mortos - Isaías 8.19 "… não recorrerá um povo ao seu Deus? A favor dos vivos interrogar-se-ão os mortos?".

Algumas máscaras têm caído. A revista Época 231 de 21/10/2002 trouxe a reportagem Halloween para valer,

A matéria traz o perfil e conta das peripécias de algumas bruxas, que logicamente enaltecem a sua religião pagã, que chamam de wicca. O engraçado desta situação é a justificativa para as suas crenças.

Embora na matéria não aborde este assunto, todos os paganistas adeptos dawicca invariavelmente alegam que foram perseguidos pela inquisição, foram queimados, foram perseguidos.

Depois de escrever o artigo, um dia recebi um e-mail de um bruxo, com a cantilena toda. Respondi-lhe perguntando o que nós crentes em Cristo temos a ver com a perseguição que eles dizem ter sofrido? Mandei que ele lesse Hebreus 11, não preciso dizer que até hoje estou esperando uma resposta, e já faz tempo que escrevi…

O texto da Época a mim me parece com mais uma daquelas defesas de algo que não há o que defender. Que somente cabe porque é oportunista - a proximidade do Halloween.

Os maiores festivais da bruxaria moderna são sazonais

Todos os anos quando se aproxima o fim do mês de outubro, em alguns lugares no mundo, especialmente nos Estados Unidos e mais recentemente também no Brasil é espantoso ver o quanto as pessoas gastam em fantasias e produtos ligados ao que chamam de festa de Halloween.

Bolachas, refrigerantes, alimentos, roupas, máscaras, fantasias, entre outros, sem contar as toneladas de abóbora que são usadas e jogadas no lixo, ou que apodrecem nas ruas e calçadas. O Halloween é um evento que movimenta milhões de dólares nos EUA anualmente.

A Comemoração do Dia das Bruxas originou-se entre os celtas, povo que habitava a região da Irlanda e a Grã-Bretanha.

Os celtas acreditavam que na noite de 31 de outubro as leis do tempo e do espaço eram suspensas. Nesta data comemorava-se o ano novo dos feiticeiros. Por causa disto, os espíritos vagavam soltos e os mortos visitavam seus antigos lares para exigirem comida.

Havia também no fim de outubro o festival da colheita, conhecido como "Samhain", também chamado de "O Senhor dos mortos", onde se faziam grandes fogueiras para assustar os espíritos. Para que estes fossem embora, as pessoas saiam pelas ruas carregando velas acesas e nabos esculpidos com rostos humanos, vestidos de modo mais assustador possível. Faziam também muito barulho.

Nos Estados Unidos o Halloween chegou no século 19, e o nabo foi substituído pela abóbora, fruto mais comum que o nabo. Tanto o nabo quanto a abóbora são símbolos de imortalidade e juntando-se ao preto que significa a morte em muitas culturas, fazem o par perfeito para o ritualismo macabro e demoníaco.

Na década de 20 a antiga tradição virou brincadeira e hoje é uma das principais festas do país. Crianças saem fantasiadas pelas ruas batendo nas portas, dizendo "trick or treat" literalmente travessuras ou bons tratos, para ganhar doces, tudo isto nos dia das bruxas.
Dia das bruxas?

Vejamos: As bruxas modernas tendem a se referir a sua religião como wicca, a forma feminina de wicce - do inglês antigo, que significa witch - bruxa.

Tanto os seguidores do sexo masculino quanto do feminino são conhecidos como bruxas e bruxos, embora o culto seja decididamente matriarcal, onde a suprema sacerdotisa de cada convenção é vista como a personificação - em alguns ritos, até mesmo como encarnação - da grande mãe deusa, que é a divindade principal do movimento.

Os maiores festivais da bruxaria moderna são sazonais.

Marcam o equinócio da primavera em 21 de março, Beltane em 30 de abril, o solstício de verão em 22 de junho, Lammastide em 1º de agosto, o equinócio de outono em 21 de setembro, o Halloween em 31 de outubro, o solstício de inverno em 21 de dezembro e Candlemas em 2 de fevereiro. O culto e as atividades da bruxaria são essencialmente atribuídos às mulheres.

Algumas bruxas trabalham vestidas com manto, outras 'vestidas' pelo céu - isto é nuas - e outras das duas maneiras, dependendo das condições meteorológicas. Apesar dos aspectos de fertilidade do culto, há pouco sentido sexual na nudez, que é adotada por causa da crença das bruxas que as roupas interferem na emanação da energia pessoal.

Atribuem-se as bruxas evocar os 'poderosos', os soberanos, e os elementais da Terra, do Ar, do Fogo e da Água. Fazem parte das cerimônias os ritos de possessão mediúnica de muitas religiões xamânicas.

É certo que na inquisição católica, mulheres velhas, solitárias e as parteiras, entre outras eram acusadas de bruxaria, e por isso foram queimadas e torturadas simplesmente porque eram denunciadas por seus vizinhos com quem não tinham um bom relacionamento.

Ou seja, o Halloween, não passa de um culto aos demônios. Pais, sem o saber, levam seus filhos para este culto, realidade que vem se intensificando no Brasil a cada ano que passa.

Um dos focos são as escolas de inglês, que incentivam seus alunos a participarem das tais "festividades". Empresas e comunidades, entre outros, promovem o Halloween no Brasil, e é cada vez mais comum ouvirmos nas ruas frases como "feliz halloween!". Mas como pode ser feliz um procedimento que vem do inferno?

Nos EUA o evento é cercado de pompa e circunstância, e por anos seguidos o que se vê são personalidades e autoridades envolvidas nas celebrações do Halloween.

As fantasias são diferentes a cada ano. Não é possível mensurar o faturamento total do Halloween nos EUA, mas presume-se que seja altíssimo, uma vez que não se pagam direitos autorais e nem royalties sobre o nome e marca. Ainda nos EUA, o faturamento da festividade de Halloween fatura é superior ao da Páscoa.

Participar do halloween é brincar com uma serpente venenosa ou ainda mexer com fogo. Quem sabe do real perigo de se envolver com práticas escusas certamente vai fazer de tudo para evitar tais coisas.

Este artigo não vai certamente suprir a necessidade de informação a respeito da pretensa "festa", mas creio que servirá para elucidar e avisar do perigo. Há de se ficar certamente chocado por ver que rituais pagãos da antiguidade ainda hoje influenciam a vida de muitos.

O grande problema é que o Halloween é tomado por uma festa, quando na realidade é uma aviltante afronta a fé cristã, enquanto que o Evangelho é claro, objetivo, direto e trata de salvar o homem perdido, tais rituais jogam o homem na mais profunda escravidão e escuridade.

O halloween é pesado, soturno e sorumbático, carregado da atmosfera do inferno, assustando ao mesmo tempo em que quer fazer parecer que é uma inocente e pueril brincadeira.

E de novo os órgãos de imprensa se prestam a divulgar o evento dando a ele um viso cultural, quando na realidade é um cerimonial funesto, cujo fim será uma humanidade abatida espiritualmente e carente da Graça e da misericórdia divinas.

Caros pai e mãe, jovem e adulto, pelo amor de Jesus Cristo, abominem rituais como este. Não devemos nos esquecer de que o halloween é um ritual de bruxas e de bruxarias, de demônios e de espíritos malignos.

Participar é estar em conluio com tudo isto. Contudo o apelo para que participemos de tais atividades é intenso, lembro-me da minha infância e adolescência, quando na escola era compelido a participar das festas juninas, e meu falecido pai jamais permitiu que eu e meus irmãos tomássemos parte daqueles rituais.

Ele explicava a cada ano e pela graça de Deus, não participar foi uma das grandes bênçãos da minha vida. Agradeço ao meu pai, por ter me preservado daquilo. Hoje o nosso papel é o mesmo.

E cabe a nós alertarmos os nossos filhos, nossos amigos, lembrando-lhes de que Deus abomina os feiticeiros e todos aqueles que participam de tais rituais - Apocalipse 22.15.

Trago ainda à nossa memória de que aquilo que (supostamente) é bom para os EUA, necessariamente não é recomendado para nós brasileiros.

Que Deus nos ajude a discernir e pelo poder da Sua Palavra nos livrar destas imposturas do nosso inimigo.

Aviltamento. Isto é halloween!

Não devemos nos esquecer que o halloween é um cerimonial dedicado aos mortos, e convém lembrar que nós somos vivos. Vivos, pelo poder glorioso e restaurador do sangue do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo!

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