quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Decálogo do Voto Ético


Decálogo do Voto Ético

Conseguir benefícios para a igreja, como a doação de terrenos para templos; ter linhas especiais de crédito bancário; obter concessões de rádios e TVs; ter tratamento especial perante a lei... Esses são apenas alguns tipos de barganha, "acertos", acordos e composições de interesse que costumam ocorrer nos bastidores em épocas de campanhas eleitorais, envolvendo também políticos e candidatos evangélicos.

Mas, no que depender da AEvB - Aliança Evangélica Brasileira, os candidatos que costumam ter este tipo de comportamento não terão o voto dos fiéis.

Considerando que os evangélicos são um dos mais expressivos segmentos da população (18,9 milhões de eleitores evangélicos brasileiros ou 15,4% dos 126 milhões de eleitores, segundo o Censo 2000) - a AEvB, reunida em Conferência com Igrejas, Missões e Instituições, julgou indispensável trazer sua contribuição informativa e formativa à comunidade religiosa a ela vinculada, na intenção de contribuir para um processo eleitoral no qual o voto evangélico não seja manipulado, como muitas vezes já o foi, mas usado com consciência e objetividade, ajudando a igreja a amadurecer no exercício da sua cidadania política.

Eis aqui alguns balizamentos fundamentais sobre o uso ético do voto evangélico, conforme o sumário de propostas defendidas na Conferência da AEvB:

I. O voto é intransferível e inegociável. Com ele o cristão expressa sua consciência como cidadão. Por isso, o voto precisa refletir a compreensão que o cristão tem de seu País, Estado e Município;

II. O cristão não deve violar a sua consciência política. Ele não deve negar sua maneira de ver a realidade social, mesmo que um líder da igreja tente conduzir o voto da comunidade noutra direção;

III. Os pastores e líderes têm obrigação de orientar os fiéis sobre como votar com ética e com discernimento. No entanto, a bem de sua credibilidade, o pastor evitará transformar o processo de elucidação política num projeto de manipulação e indução político-partidário;

IV. Os líderes evangélicos devem ser lúcidos e democráticos. Portanto, melhor do que indicar em quem a comunidade deve votar é organizar debates multipartidários, nos quais, simultânea ou alternadamente, representantes das correntes partidárias possam ser ouvidos sem preconceitos;

V. A diversidade social, econômica e ideológica que caracteriza a igreja evangélica no Brasil impõe que não sejam conduzidos processos de apoio a candidatos ou partidos dentro da igreja, sob pena de constranger os eleitores (o que é criminoso) e de dividir a comunidade;

VI. Nenhum cristão deve se sentir obrigado a votar em um candidato pelo simples fato de ele se confessar cristão evangélico. Antes disso, os evangélicos devem discernir se os candidatos ditos cristãos são pessoas lúcidas e comprometidos com as causas de justiça e da verdade. E mais: é fundamental que o candidato evangélico queira se eleger para propósitos maiores do que apenas defender os interesses imediatos de um grupo religioso ou de uma denominação evangélica. É óbvio que a igreja tem interesses que passam também pela dimensão político-institucional. Todavia, é mesquinho e pequeno demais pretender eleger alguém apenas para defender interesses restritos às causas temporais da igreja. Um político de fé evangélica tem que ser, sobretudo, um evangélico na política e não apenas um "despachante" de igrejas. Ao defender os direitos universais do homem, a democracia, o estado leigo, entre outras conquistas, o cristão estará defendendo a Igreja.

VII. Os fins não justificam os meios. Portanto, o eleitor cristão não deve jamais aceitar a desculpa de que um evangélico político votou de determinada maneira porque obteve a promessa de que, em assim fazendo, conseguiria alguns benefícios para a igreja, sejam rádios, concessões de TV, terrenos para templos, linhas de crédito bancário, propriedades, tratamento especial perante a lei ou outros "trocos", ainda que menores. Conquanto todos assumamos que nos bastidores da política haja acordos e composições de interesse, não se pode, entretanto, admitir que tais "acertos" impliquem na prostituição da consciência cristã, mesmo que a "recompensa" seja, aparentemente, muito boa para a expansão da causa evangélica. Jesus Cristo não aceitou ganhar os "reinos deste mundo" por quaisquer meios, Ele preferiu o caminho da cruz.

VIII. Os votos para Presidente da República e para cargos majoritários devem, sobretudo, basear-se em programas de governo, e no conjunto das forças partidárias por detrás de tais candidaturas que, no Brasil, são, em extremo, determinantes; não em função de "boatos" do tipo: "O candidato tal é ateu"; ou: "O fulano vai fechar as igrejas"; ou: "O sicrano não vai dar nada para os evangélicos"; ou ainda: "O beltrano é bom porque dará muito para os evangélicos". É bom saber que a Constituição do país não dá a quem quer que seja o poder de limitar a liberdade religiosa de qualquer grupo. Além disso, é válido observar que aqueles que espalham tais boatos, quase sempre, têm a intenção de induzir os votos dos eleitores assustados e impressionados, na direção de um candidato com o qual estejam comprometidos.

IX. Sempre que um eleitor evangélico estiver diante de um impasse do tipo: "o candidato evangélico é ótimo, mas seu partido não é o que eu gosto", é compreensível que dê um "voto de confiança" a esse irmão na fé, desde que ele tenha as qualificações para o cargo. Entretanto, é de bom alvitre considerar que ninguém atua sozinho, por melhor que seja o irmão, em questão, ele dificilmente transcenderá a agremiação política de que é membro, ou as forças políticas que o apoiem.

X. Nenhum eleitor evangélico deve se sentir culpado por ter opinião política diferente da de seu pastor ou líder espiritual. O pastor deve ser obedecido em tudo aquilo que ensina sobre a Palavra de Deus, de acordo com ela. No entanto, no âmbito político-partidário, a opinião do pastor deve ser ouvida apenas como a palavra de um cidadão, e não como uma profecia divina.

- Aliança Evangélica Brasileira -

Fonte: AEvB - http://www.aevb.com.br/votoetico.htm

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Vaidade, o Culto da Beleza


Vaidade, o Culto da Beleza


A Bíblia é muito clara ao dizer que tudo é lícito, mas nem tudo convém. Tudo é lícito, mas não devemos nos dominar por nada.

Assim, em tempos de academias lotadas e corrida frenética por uma aparência melhor, a busca pela beleza é lícita, se mantida nos padrões mínimos de sensatez, domínio próprio e sabedoria que o Espírito Santo nos dá. Querer estar arrumado, perfumado, bem vestido e sentir-se bem por isso não é pecado. Fazer disso o motivo de sua existência, sua alegria, isso sim, é errado.

Nossa sociedade erroneamente estabelece hoje que só é feliz (e tem direito de ser amado) quem tem um corpo lindo, um cabelo maravilhoso, roupas da moda e carro do ano. Se você é gordinho, usa óculos, tem cabelos crespos (tem de ser liso), é branquinho (tem de estar bronzeado), não malha, pronto! Você já está fora dos padrões.

Por causa disso, vemos muitos jovens cristãos - que deveriam manter seus padrões em Cristo - mais preocupados com seu peso, seu cabelo, seu corpo, do que com seu espírito.

Não há problema algum em se preocupar em estar asseado, arrumado, com uma boa apresentação, mas quando uma moça deixa de ir ao culto porque não tem uma roupa nova (ou vai emburrada, com Deus e o mundo, porque não tem uma bolsa que combine) ou vemos um rapaz se sentindo envergonhado de estar na casa do Senhor porque todos seus amigos usam um tipo de roupa e ele é "diferente", alguma coisa está muito errada.

Muitas vezes, essa vaidade se estende para o exibicionismo que - obviamente - não tem nada de cristão. A partir do desejo de mostrar o corpo, a beleza, o dinheiro que têm, vemos jovens (de ambos os sexos) com roupas decotadas, arrochadas, curtas, justas, transparentes; apenas para mostrar a todo mundo como são fortes, sarados, "gostosas" etc... Isso, obviamente não é um comportamento cristão - dependendo até, a pessoa estará ali a serviço de Satanás, servindo de tentação para os outros e vergonha para o nome de Jesus.

Além disso, com o culto da beleza vigente no mundo atual, muitos cristãos colocam seus padrões de escolha de um par pelos quesitos beleza e dinheiro. Assim, a moça não tem olhos para o rapaz gordinho e de Deus. Passa seu tempo sonhando e desejando um "ator de Hollywood" crente. O rapaz quer uma "capa da Playboy" de Deus (como se fosse possível). E vira uma bola de neve. Procuram os mais bonitos, precisam ser assim para os conquistarem, e se chegam ao padrão de beleza que sonham, descobrem que na igreja ninguém é "bonito" o bastante para eles e se sentem tentados a buscar no mundo.

No final, nenhuma dessas atitudes é de Deus. Aqueles que são do Senhor sabem que a busca pela beleza, antes de qualquer coisa é vaidade. Vaidade é a qualidade de tudo que é vão, de tudo que passa... beleza, corpo bonito, roupas da moda e dinheiro, todas essas coisas vão passar.

Os valores do cristão devem estar baseados em tesouros incorruptíveis como amor, benignidade, domínio próprio, santidade, retidão. Cristo não era belo mas sua beleza interior superava qualquer outra pessoa à sua volta. Quando somos realmente interessados pelas pessoas, prontos a ajudá-las, prontos a dar o melhor testemunho possível de Cristo; quando temos o dom do amor agindo em nós, emanamos o tipo de beleza que não pode ser comprado ou vendido. A beleza que só Deus pode nos dar.

Acima de beleza, poder ou dinheiro, o cristão deve buscar ser como Cristo. Deve buscar o temor do Senhor, os dons do Espírito Santo, o amor ao próximo. Como ele vai se vestir, como será sua aparência, será mais um reflexo do Espírito Santo dentro de si do que um objetivo que vá tomar seu tempo e sua vida.

A aparência do cristão deve manifestar a glória de Deus e não sua própria glória, assim o segredo é colocar Deus a frente de nossas decisões, inclusive sobre o que vestir, nossa aparência e modos. Deus nunca erra e com Ele como conselheiro, estaremos sempre no caminho certo.

Alessandra de Oliveira


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Dieta Espiritual? Nem pensar!


Dieta Espiritual? Nem pensar!

Vivemos na era das dietas: da lua, da sopa, da berinjela e tantas outras. Sonha-se diariamente com um corpo esculpido, sem os terríveis “pneus”, paz com a balança, perda de peso. Os esforços são muitos, às vezes chegando até à anorexia, isto é, redução ou perda do apetite.

Devido ao medo de engordar, evitam-se certos alimentos essenciais ao organismo como proteínas, carboidratos e outros. Pessoas com tal “neurose”, mesmo depois de emagrecer continuam se achando gordas.

Podemos fazer um paralelo com a vida espiritual. Corremos o risco de entrar numa dieta espiritual, às vezes sem percebermos. Passamos pela fase da comida espiritual rápida, por falta de tempo ou para não perder tempo. A vida já é tão corrida! Aderimos então, à oração com baixas calorias, sem adição de fé e perseverança. Em seguida vem a leitura light da Bíblia (do tipo caixa de promessa), sem muito compromisso com a Palavra, sem a meditação e vivência da mesma. Aí não podemos nos esquecer do louvor diet, isto é, da boca pra fora. É aquele que não alimenta as nossas almas e anda longe da verdadeira adoração.

Olha-se superficialmente no espelho e pensa que está forte, mas na verdade está muito mal.

Precisamos perceber que devemos nos alimentar de todos os sentimentos vindos de Deus, seguindo o que diz Paulo em Ef 3:17-19: “Que Cristo habite pela fé em vossos corações, a fim de que, estando arraigados e fundados em amor, possais compreender, com todos os santos, qual seja a largura, e o comprimento, e a altura, e a profundidade, e conhecer o amor de Cristo, que excede todo o entendimento, para que sejais cheios até a inteira plenitude de Deus”

Fazer uma dieta espiritual é renunciar o fruto do Espírito, é deixar de lado “o amor, a alegria, a paz, a longanimidade, a bondade, a benignidade, a fidelidade, a mansidão e o domínio próprio...” (Gl 5:22,23)

Paulo termina falando que contra estas coisas não há lei. Então, podemos e devemos nos alimentar a vontade o quanto quisermos e precisar.

O mundo tenta nos alimentar com o que considera melhor, no que diz respeito à promiscuidade, perversão sexual, lixo cultural, frieza e até mesmo espiritualidade movida pelo movimento do esoterismo, sincretismo religioso, e todas estas coisas são indigeríveis para quem tem o Espírito Santo.

Que tipo de vida queremos? Deus tem nos indicado a alimentação certa para um crescimento saudável, mas isso implica deixar de lado o marasmo, a preguiça, a moleza, a indisposição e todas as obras da carne (Gl 5:19-21).

Portanto, aí está o grande perigo que nos leva a dieta espiritual.
Onde está o seu coração? (Mt 6:21) ”Pois onde estiver o vosso tesouro, aí estará o vosso coração”

Que o Senhor seja o nosso único nutricionista espiritual.

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Crise de integridade


Crise de integridade


Este artigo foi postado para servir de reflexão


Para especialistas, o descrédito da liderança evangélica perante a sociedade se deve em grande parte a deslizes éticos e morais cometidos pela própria Igreja.

Deu na CNN: jovem pastor de uma das maiores denominações evangélicas da Austrália confessou ter mentido nos últimos dois anos para a igreja, família e amigos, dizendo que tinha câncer. Para se passar por doente em fase terminal, ele chegou a raspar o cabelo e as sobrancelhas e andava com um tubo de oxigênio ligado ao corpo. A farsa lhe rendeu milhares de dólares, arrecadados junto aos fiéis de sua igreja para o suposto tratamento, que nunca aconteceu. Segundo palavras do próprio impostor, o pastor Mike Guglielmucci, a “vida dupla” serviu, entre outras coisas, para ocultar seu maior pecado – o vício na pornografia, fato narrado na reportagem O Evangelho segundo o SexxxChurch, nesta edição. Rumorosas também foram as quedas de ícones dos púlpitos, como o televangelista americano Jimmy Swaggart, flagrado com prostitutas, ou o pastor brasileiro Caio Fábio D’Araújo Filho, um dos mais destacados líderes evangélicos já surgidos no país, que há exatos dez anos revelou um caso extraconjugal que abalou seu multifacetado ministério.

Se é verdade que todo o ser humano vive em crise de integridade desde o pecado original, também é fato que este mal nunca assolou tanto os líderes evangélicos, freqüentemente envolvidos em escândalos muito diferentes do “escândalo do Evangelho” citado pelo apóstolo Paulo. Coincidência ou não, recente pesquisa do Ibope revelou que o número de pessoas que não confiam nas igrejas evangélicas subiu de 41% para 44%, e o contingente de pessoas que confiam nelas caiu para 52 por cento. Segundo o instituto de pesquisas, isso fez com que as igrejas evangélicas despencassem da 8ª colocação para a 11ª posição entre as instituições mais confiáveis, atrás de instituições como a TV, empresas privadas e até dos produtores de soja.

Para o historiador Ziel Machado, secretário da Comunidade Internacional de Estudantes Evangélicos (CIEE), não há dúvida: a crise de integridade das lideranças religiosas é a principal responsável por essa queda na credibilidade das instituições evangélicas. Para ele, há outros termômetros tão precisos quanto as pesquisas para aferir isso. “Basta uma simples observada nas livrarias cristãs. Nunca se viu um volume tão grande de obras abordando essa temática da crise de integridade entre os pastores”, diz. O escritor Jaime Kemp, mestre em teologia e doutor em ministério familiar, é autor de duas dessas obras. Ele lançou, há algum tempo, os livros Pastores em perigo e sua continuação, Pastores ainda em perigo (Editora Hagnos), nos quais aborda o problema. “A Igreja Evangélica tem padecido com a escassez de integridade em sua liderança, seja em nível moral ou na vertiginosa e constante quebra dos relacionamentos familiares”, constata.

Kemp, que é referência no segmento evangélico brasileiro quando o assunto é família, identifica nessa crise um dos principais motivos do descrédito social em relação aos crentes, sobretudo em relação à sociedade em geral. “Essa triste realidade tem abalado a nossa credibilidade não somente nas igrejas, mas também em um mundo crítico e observador, que não perde as oportunidades, já volumosas, para tripudiar a Igreja de Cristo”, lamenta.

Mau testemunho – Para a professora Durvalina Barreto Bezerra, diretora e coordenadora de ensino do Seminário Evangélico Betel, a sociedade tem desacreditado da liderança evangélica por conta do péssimo testemunho de alguns, que não praticam o que pregam. “São pastores broncos, mal-formados, imaturos, que dão vexame na política e na televisão, com deploráveis deslizes éticos e morais”, critica. Segundo ela, esses pastores e líderes têm seguido o Evangelho sem observar os critérios estabelecidos por Cristo para uma vida moral e espiritual autêntica. “Querem as bênçãos divinas, mas não o compromisso com a verdade que transforma, com a vida moral exemplar e, mais do que isso – não querem andar como Jesus andou.”

É bem verdade que os escândalos de natureza sexual costumam provocar desastres dentro das igrejas, mas não chamam tanto a atenção de quem é “de fora” quanto outros tipos de deslizes. Afinal, a indissolubilidade do casamento não tem tanto apelo fora dos arraiais evangélicos. Desta forma, atos como malversação de recursos e exploração da boa-fé alheia rendem muito mais “frutos podres” para a Igreja. “Milagreiros, exploradores de dízimo, estelionatários, desrespeitadores de outras religiões: estas são algumas das alcunhas mais freqüentemente utilizadas pela opinião pública a fim de desqualificar um crescente número de pastores evangélicos Brasil afora”, aponta o psicólogo Ageu Heringer Lisboa, mestre em ciências da religião e um dos fundadores do Corpo de Psicólogos e Psiquiatras Cristãos, o CPPC. Para ele, o descompasso entre o inchaço da presença dos crentes na população e a questão ética ganhou maior dimensão no país a partir da década de 1950, com o início da predominância das teologias mais subjetivistas e emocionais, típicas do neopentecostalismo. “Da periferia do sistema, aos poucos eles chegaram às classes médias e à mídia. Sem o mínimo senso de obediência a um coletivo dirigente, por qualquer discordância alguém se desliga de um grupo e funda o seu próprio”, diz.

O terapeuta lembra que a natureza do trabalho pastoral, em sua acepção bíblica original, é a de alguém que vive em comunhão com Deus, é instruído nas Escrituras e tem vocação e preparo para cuidar de pessoas espiritualmente desorientadas e ensinar a Palavra. “Os termos ‘trabalho pastoral e terapêutico’ se assemelham semanticamente, significando cura ou cuidado com as almas. Isso traz uma exigência ética específica – a de que esses pastores se mantenham íntegros, moral e profissionalmente”, pondera. No entender de Ageu, é compreensível essa cobrança pelo lugar que pastores e líderes ocupam no imaginário popular. “Sacerdotes, desde tempos imemoriais, supostamente estão mais próximos da divindade ou conhecem o mundo espiritual. A população necessita de referenciais de integridade, precisa encontrar pessoas dignas no meio de tanta imoralidade e corrupção. Quando ocorre um pecado grave, como adultério ou falcatrua, isso desperta decepção, revolta e angústia no Corpo de Cristo”, completa.

Moralismo inútil – Para muita gente, a eclosão recente de escândalos entre a liderança religiosa pode ser apontada como sinal do fim dos tempos. E é evidente que eles não se resumem aos arraiais evangélicos. De uns anos para cá, o catolicismo tem sido abalado pelos casos de pedofilia envolvendo sacerdotes em diversos países, inclusive nos Estados Unidos, onde a Igreja Católica tem sido obrigada a arcar com indenizações milionárias às vítimas de abusos sexuais praticados por padres. No Brasil, costuma-se atribuir os problemas à liderança no meio pentecostal ou neopentecostal – o que é um preconceito, na avaliação do sociólogo Gedeon Alencar, diretor do Instituto Cristão de Estudos Contemporâneos (Icec), de São Paulo. “Clérigos, reverendos e outras sumidades tradicionalistas não agem muito diferente. A diferença é que uns são descobertos, outros não”, diz.

O sociólogo considera pretensioso e apressado o apontar culpados, coisa que invariavelmente se faz quando o tema “crise de integridade” vem à tona. “É preciso ter cuidado para não cairmos num moralismo inútil, como se, em geral, tivéssemos um povo puro, honesto e cumpridor de seus deveres, mas a liderança evangélica fosse péssima”, destaca. Sobre as pesquisas que mostram o crescente descrédito em relação à Igreja Evangélica e sua cúpula, Gedeon lembra que nas congregações existe gente comum. “E gente comum também comete erros”, pondera. “Daí, a credibilidade de todos vai por água abaixo.” Na mesma linha vai o psicólogo Ageu Lisboa: “Muitos líderes acabam escravizados ao medo de serem criticados, de não serem bons nem carismáticos ou não serem capazes de fazer a igreja crescer”, enumera. “Isso compromete sua saúde psicofísica, podendo afetar suas relações familiares, predispondo-os à depressão. Daí a largar tudo e se meter em aventuras financeiras e eróticas é um passo comum. Pastores assim precisam resgatar seu direito de serem gente comum, nem mais santos ou pecadores que os demais crentes”, completa.

O missionário Marcos Cunha, ligado ao ministério Servindo Pastores e Líderes (Sepal), segue a mesma linha de raciocínio. “Virou moda dizer-se evangélico, e isso atrai os holofotes para as igrejas e seus líderes, que são humanos como todos nós e sujeitos às mesmas tentações. No entanto, quando eles são expostos à crítica pública têm seus pecados superestimados”, diz. A Sepal, onde Cunha atua, presta diversos serviços à liderança cristã brasileira, incluindo trabalhos de mentoria espiritual, aconselhamento e reciclagem voltados para pastores e suas famílias. O obreiro reconhece ainda que é preciso levar em conta que a Igreja brasileira é muito nova, tendo se consolidado de fato no país apenas a partir da segunda metade do século 20. “Estamos, digamos assim, vivendo os dias de adolescência. Os líderes que podem ser reconhecidos por sua integridade e valor ainda são poucos, o que deixa a brecha para o surgimento de dirigentes sem tanto preparo ou vocação”.

Cunha cita ainda o fato de o número dos evangélicos ter praticamente triplicado no país nos últimos 20 anos, passando, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia a Estatística, o IBGE, de pouco mais de 13 milhões para mais de 30 milhões. Como os números atuais referem-se ao último Censo, realizado há quase dez anos, há quem aposte que os crentes já estariam beirando os 40 milhões. “Nessa proporção, em 2020 seríamos mais de 100 milhões, numa população projetada de 235 milhões de brasileiros. Isso, por si só, desperta a atenção da sociedade. Mas temos de parar de nos preocupar com o que a mídia diz e buscarmos um verdadeiro avivamento que dê a esta Igreja uma visão missionária, que forma discípulos e gera um impacto inigualável na coletividade, com credibilidade e influência positiva”, completa.

“Remanescentes” – O surgimento de lideranças autoritárias, que não precisam prestar contas de seus atos, é apontado pelo pastor Gerson Borges, da Comunidade de Jesus de São Bernardo do Campo (SP), como causa de boa parte dos problemas ocorridos no andar de cima das igrejas. “Boa parte desses pastores não se submetem a nada nem a ninguém, não prestam contas, são senhores de si”, diz. Além da carência de acompanhamento e aconselhamento, a educadora Durvalina Bezerra acredita que o despreparo também contribui, e muito, para crises na liderança. “Há uma avalanche de pastores sem formação alguma, e isso contribuiu para a escassez de obreiros de qualidade. Falta discipulado sério para formar o caráter, além de preparo teológico e critérios eclesiásticos capazes de inibir a proliferação de lideranças que pregam adulterando a Palavra de Deus e sem comprometimento com a verdade bíblica”, opina. “Mas ainda existem muitos fiéis. Deus sempre teve seus remanescentes, que sofrem as conseqüências do mau testemunho dos colegas”, acrescenta a diretora do Seminário Betel.

“É bom que se diga que a maioria dos mais de 200 mil pastores evangélicos que atuam no Brasil são como a população de onde saíram, enfrentando todos os problemas da sociedade em geral. E essa maioria vive com baixos salários, em condições precárias, em meio à violência, e nem assim se deixam corromper”, ressalva Ageu Lisboa. Para ele, os crentes também têm certa culpa na equivocada generalização que tem colocado os ministros do Evangelho no mesmo patamar de descrédito. “Essa imagem do crente como alguém que não merece confiança é um tipo de juízo sobre todos nós que descuidamos de nos questionar uns aos outros. Se não nos avaliarmos para correção e crescimento, o mundo fica autorizado, pelas Escrituras, a nos julgar. E é o que está acontecendo”, finaliza.


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domingo, 26 de setembro de 2010

Síndrome de Teudas


Síndrome de Teudas


"Porque, antes destes dias, se levantou Teudas, insinuando ser ele alguma cousa, ao qual se agregaram cerca de quatrocentos homens; mas ele foi morto, e todos quantos lhe prestavam obediência se dispersaram e deram em nada”.

Livro dos Atos dos Apóstolos 5:36

Houve, há muito tempo atrás, um homem chamado Teudas. Não sabemos muito a seu respeito, a não ser aquilo que podemos encontrar nas palavras de Gamaliel, registradas por Lucas em seu segundo livro a Teófilo. Ao que tudo indica, Teudas foi um líder religioso como muitos que encontramos em nossos dias. Eles estão em nossas próprias Igrejas e, não raro, à frente delas. São carismáticos e comunicadores, conseguem mobilizar as pessoas e fazem com que elas sinceramente creiam neles.

É exatamente aí que reside o problema. Será que devemos crer em pessoas ou em idéias e valores? Claro que a primeira questão que se levanta é o fato de que nós cremos em Cristo, mas a nossa fé em Cristo se materializa na vivência de Seus ensinamentos e não culto à Sua imagem. Lembrem-se do que Jesus disse: “se alguém Me ama, guardará a Minha palavra” (Jo. 14.23). Muitas imagens de Cristo são adoradas por pessoas que ignoram ou contrariam deliberadamente o Seu ensino.

Há comunidades, instituições e movimentos que se baseiam em homens e não em valores, princípios ou verdades. Caem ou morrem estes homens, caem e morrem estas organizações. São o resultado do trabalho de pessoas que se pregam a si mesmas; que “insinuam ser alguma coisa” e não são; que desejam que os homens se agreguem a eles, que sejam fiéis a eles e não àquilo que eles fazem, vivem e ensinam.
Esse tipo de personalismo é muito comum em nossos dias. Dizem que “cada Igreja tem a cara do seu pastor”, será que deve ter? Acredito que a Igreja deve ter seus contornos definidos pelos valores que defende, pelas verdades que prega, pelos princípios que norteiam sua conduta sobre a Terra, e tudo isso deve ser retirado das Escrituras, sob a direção do Espírito, e não da mente brilhante e criativa de algum “teudas”.
É mais uma vez Gamaliel que nos lembra qual é o fim daqueles que constroem impérios sobre a frágil estrutura de um homem, eles dão em nada. Pessoas se “convertem a” seguidores deles, mas não se “convertem em” pessoas melhores, mais justas e amorosas.

De fato como Jesus foi diferente de Teudas. Ele não pregou a Si mesmo, mas anunciou a chegada do Reino de Deus; Ele não nos convidou a conhecer o Seu poder de influência e a Sua riqueza, mas nos mostrou as Suas chagas, feitas por amor; Ele não nos prometeu fortuna se O seguíssemos, mas uma cruz diária. E, mesmo assim, milhares e milhares de pessoas continuam o seguindo em nossos dias, isso porque crêem em Suas palavras e seguem Seus passos e a Sua voz.
Não é pra menos que quase ninguém sabe quem foi Teudas.

Por Reverendo Martorelli Dantas

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A pergunta que mudou meu jeito de pensar


A pergunta que mudou meu jeito de pensar

Alguns anos atrás lecionei numa escola de ministérios. Meus alunos tinham sede de Deus, e eu fazia de tudo para que eles amassem o Senhor Jesus e se tornassem um canal de um avivamento na igreja. Encontrei uma citação atribuída a Sam Pascoe; um resumo da história da igreja. Mais ou menos assim:

O cristianismo começou na Palestina como uma comunhão. Quando chegou à Grécia virou filosofia. Na Itália, tornou-se uma instituição. Na Europa tornou-se uma cultura, e ao chegar à América virou um empreendimento. Alguns dos alunos tinham 18 ou 19 anos de idade, e eu queria que eles entendessem a última frase, por isso enfatizei: “Um empreendimento. Isto é, um negócio”. Depois de um silêncio prolongado, Marta, uma das alunas perguntou: - Um negócio? Mas, não deveria ser um corpo?

Não consegui ver até onde esta linha de raciocínio chegaria, e apenas respondi: - Sim. E ela acrescentou: - Mas, quando um corpo se torna negócio, não se torna uma prostituta?

A sala silenciou. Ninguém se mexia ou falava. Todos receavam fazer qualquer barulho porque a presença de Deus inundou a sala de aula. Estávamos pisando em terra santa. Pensei comigo mesmo: - Nunca imaginei dessa maneira! Mas, não falei coisa alguma. Deus tomou conta da sala de aula.

A pergunta de Marta mudou meu jeito de pensar. Durante seis meses, pensei naquela pergunta todos os dias: Quando um corpo se torna um negócio, então vira prostituta! Existe apenas uma resposta à colocação de Marta: Sim. A igreja da América, lamentavelmente está cheia de gente que não ama a Deus. Nem o conhece!

Afirmo que a maioria dos cristãos da América não conhece a Deus, e muito menos o amam. A raiz disso é a forma como nos achegamos a Deus. A maioria de nós achegou-se a Deus porque nos disseram o que ele poderia fazer por nós. Fomos ensinados que ele nos abençoaria e que depois, nos levaria para as mansões celestiais. Achegamo-nos a ele pelo dinheiro dele, e não nos importamos com ele, desde que peguemos o que ele tem. Fizemos do Reino de Deus um negócio e da unção uma mercadoria. E não deveria ser assim.

Somos amantes ou prostitutas?

Outro dia voltei a pensar na pergunta de Marta e refleti sobre a diferença entre um amante e uma prostituta. Descobri que ambos fazem as mesmas coisas, mas o amante faz o que faz porque ama. Uma prostituta insinua que ama, mas só está de olho no pagamento. E então me perguntei: O que aconteceria se Deus parasse de me pagar?

Nos meses seguintes permiti que Deus sondasse e trouxesse à tona os motivos de eu amá-lo e servi-lo. Sou, de fato, um verdadeiro amante de Deus? O que aconteceria se ele parasse de me abençoar? E se ele nada mais fizesse por mim? Ainda o amaria? Por favor, entenda; eu creio nas promessas de bênçãos celestiais. A questão aqui não é se Deus abençoa seus filhos, mas as condições de meu coração. Por que o sirvo? As bênçãos dele são frutos de nosso amor, ou o pagamento de uma barganha financeira.

Amo a Deus incondicionalmente? Levei meses refletindo sobre isso. Até hoje me pergunto se minhas atitudes e meu comportamento são frutos do meu amor a Deus. Às vezes descubro que fico decepcionado com Deus se ele não supre algumas de minhas necessidades financeiras.

Concluo que são questões que não foram totalmente resolvidas, mas quero a cada dia mostrar meu verdadeiro amor a Deus.

Portanto, somos amantes ou prostitutas? Não existem prostitutas no céu nem no Reino de Deus, mas existem muitas ex-prostitutas nos céus.


David Ryser
Tradução de João A. de Souza filho

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segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Culpa, o algoz da alma


Culpa, o algoz da alma


“...Tu, porém, amaste a minha alma e a livraste da cova da corrupção porque lançaste para trás de Ti todos os meus pecados”. (Isaías, 38. 17b)

Os efeitos do pecado, por maior que este seja ou aparente, não sobrepujam os efeitos da Graça perdoadora. Isaías escreveu sobre a alegria de se sentir perdoado. De alma leve podia então prosseguir, porque o Senhor descartou-lhe o peso insuportável dos seus pecados... Esta alegria não foi um privilégio apenas de Isaías; Abrão, Moisés, Jacó, Davi, Salomão, a samaritana, e Pedro - o covarde traidor a quem incrivelmente o Senhor confiou Sua Igreja, todos pecaram feio e tiveram motivos de sobra para desistir, mas prosseguiram.

O fato atual é que, quando o assunto gira entre pecado e perdão, o legalismo religioso hipócrita de muitos passa longe do elementar conhecimento do modus operandi de Deus quanto ao Seu perdão e à legítima oportunidade que dá ao homem para o recomeço.

Pecados arrependidos, confessados e abandonados perdem o efeito espiritual da culpabilidade, pois são literalmente apagados por Deus, esquecidos. Embora, na maioria das vezes, o sentimento de culpa persista torturando, dificultando o perdão pessoal. Às vezes é difícil nos perdoar os pecados perdoados! Difícil também é a convivência com irmãos e em igrejas, onde impera, mas não se vive, a teologia do perdão divino...

Paradoxalmente, o que deveria funcionar curativamente, na prática age como o pior algoz. Inconscientemente, talvez não percebamos que essa forma de encarar a culpa nos torna promotores do pecado e o seu estrago, quando deveríamos promover a Graça e o seu efeito neutralizador sobre o estrago que o pecado faz.

É claro que há conseqüências externas decorrentes das nossas falhas, e é impossível ignorá-las. Mas estamos falando aqui na eliminação das conseqüências internas, falando em seguir em frente, pois, isso Deus não faz por nós. Temos que reagir! Lamentavelmente, muitos têm permitido que pecados perdoados, espiritualmente inexistentes, os neutralizem por toda vida, vivendo como sob tortura, uma sub-vida cristã. Isso não é vida, muito menos cristianismo!

Para o verdadeiro cristianismo, o de Cristo, não o dos fazedores de regras e caçadores de argueiros (Mateus 7.3), viver sob a tortura da culpa é o mesmo que abrir mão da vida, vida cristã... Todo cristão é filho do Renovo, tem direto a uma nova chance. Não apenas isso, há tantas quanto forem necessárias....

Esta palavra é para que aqueles que aposentaram a vida cristã por não se perdoarem, pelo peso da consciência ou por imposição institucional religiosa. Se pecaram, e se arrependeram de verdade, sintam-se perdoados no Senhor e vivam esse perdão! Ninguém tem autoridade para fazer cessar o frutificar da árvore da Vida em nós. Ninguém! Somos todos galhos d´Ela, aprendemos isso com Jesus, a Videira. Portanto, galhos não escolhem frutificar - estão ali para isso!
O poeta Thiago de Melo, escreveu: “Não tenho um novo caminho, o que tenho de novo é o jeito de caminhar”. Não temos à frente uma encruzilhada, mas o mesmo caminho a prosseguir. Desta vez, caminharemos com mais cuidado, e amadurecidos pelas experiências das velhas caminhadas...

Textos Bíblicos: "Pela misericórdia e pela verdade, se expia a culpa; e pelo temor do Senhor os homens evitam o mal". (Provérbios 16:6)
"A fim de que seja o vosso coração confirmado em santidade, isento de culpa, na presença de nosso Deus e Pai, na vinda de nosso Senhor Jesus, com todos os seus santos". (1 Tessalon 3:13)

"Compadece-te de mim, ó Deus, segundo a tua benignidade; e, segundo a multidão das tuas misericórdias, apaga as minhas transgressões". (Salmos 51:1)

"Tirou-me de um poço de perdição, de um tremendal de lama; colocou-me os pés sobre uma rocha e me firmou os passos". (Salmos 40:2)

"Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça". (1 João 1:9)

Rev. Ricardo César – I.P – Penha - RJ

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Pornografia na Internet: Pecado Real ou Virtual?


Pornografia na Internet: Pecado Real ou Virtual?


"Oi! Meu nome é Fabiana e seja bem vindo ao meu quarto. Quero te conhecer melhor. Clique aqui para entrar. Estou te esperando."


Eu sei o que você está pensando: "Ei, cara! Do que você está falando? Isso é um site cristão!" Pois é. E o site do nosso ministério também é. Mas, um tempo atrás, isso estava aparecendo na página inicial. Eu não sei exatamente o que aconteceu, erro no servidor, hacker, o próprio diabo, eu não sei. Mas, uma coisa eu sei, por dois dias, todos que entraram ali foram afrontados com o convite da Fabiana para entrar no quarto dela. Imagine a minha surpresa e preocupação. Isso me assustou e me fez encarar a realidade da pornografia na Internet. Isso é um problema real. Tomara que ninguém tenha sido tentado e entrado no quarto da Fabiana através do nosso site. Mas, de qualquer maneira, o perigo é real.

Olhar ou não olhar, essa é a luta. Aonde eu cresci, havia uma frase bem conhecida, "Pode olhar, só não pode tocar". Para o raciocínio humano isso até parece uma coisa muito profunda e verdadeira, porém, nós não medimos as coisas pelo raciocínio humano.

Jesus em Mateus 5:28 falou, "quem olhar para uma mulher e desejar possuí-la já cometeu adultério no seu coração". Jesus levou o pecado do adultério um passo à frente ao falar que só olhar e pensar de uma maneira impura é tanto pecado no seu coração quanto o ato em si. É uma coisa do coração. E essa é a coisa que importa para Jesus.

Antes, essa luta era fora da casa, na rua, na escola, no trabalho, mas, graças à tecnologia moderna, na maior parte, o computador, é bem mais fácil para você pecar com os seus olhos e pensamentos e sem sair da tua casa. Bem aí, na privacidade da tua própria casa, você pode olhar para homens e mulheres nus. Então, me diga, você acha que está tudo bem porque você está simplesmente olhando e não tocando? Obviamente, você não pode tocar porque a imagem está na tela e não no real. Mas, quantas pessoas depois de olhar foram levadas a fantasiar a respeito daquela pessoa nua na tela e acabam se masturbando? Eu acho que é bem provável que a maioria. Esse é o perigo em olhar. Ver sem querer não é o pecado. Todo dia vemos coisas que não devíamos, mas, sem ser de propósito. E nesse ponto, precisamos virar a nossa cabeça e continuar. O pecado é quando nós, de propósito, olhamos de novo e aquela imagem fica gravada na nossa mente, só para nos dar fruto mau mais tarde na forma de fantasiar e se masturbar. Meu medo é que muitos estão amarrados e presos nesses pecados tão sutis, pecados que podem ser escondidos facilmente, mas muito vergonhosos de se admitir. E, praticamente, deixando a pessoa numa prisão feita por ela mesma, para viver uma vida sem fruto e cheia de vergonha e condenação.

Pior ainda, o que acontecerá com aquele que por um tempo tem fantasiado tanto sobre uma certa situação, e o negócio real aparecer na sua frente? Depois de estar "treinando" por tanto tempo, você honestamente acha que vai ter força suficiente para enfrentá-lo ou fugir? Eu duvido. E é aí que mora o perigo.

A legalidade está dada ao diabo no ponto de olhar. Os pequenos pecados sem conserto sempre levam a pecados maiores. Aquele que não treinou para as brigas na vizinhança não vai achar força suficiente para dizer "não" no meio da guerra. Uma brechinha na porta (e isso é o que o diabo está procurando) virará uma porta completamente aberta.

Radical? Sem dúvida. Somente sendo radical nessa área vai te garantir a vitória. E deixe-me falar, Deus não está procurando crentes moles e fracos para usar, para ganhar esse mundo. Ele está procurando os crentes radicais, compromissados, santificados e santos. Ele está procurando uma geração de jovens e adolescentes que vão andar na santidade e numa unção que vai impactar esse mundo. Você é essa geração! Comece a andar em santidade e começar a utilizar a unção que Deus está colocando na sua vida. Uma unção para ganhar os perdidos, curar os enfermos e ressuscitar os mortos. Santidade é uma decisão. É a sua decisão. É uma decisão entre a vida espiritual e a morte, esquentando o banco de Deus ou jogando no campo, sendo usado ou deixado para trás. Deus quer e vai te usar da maneira que você se rende a ele.

"Cuidado enquanto você está na Internet. O diabo é sujo e vai tentar te pegar de qualquer forma. Não dê brecha a ele." E a próxima vez que Fabiana te convidar para o quarto dela, dê um "delete" nela!

Mateus 5:28 - Eu (Jesus), porém, vos digo: qualquer que olhar para uma mulher com intenção impura, no coração, já adulterou com ela.

2 Timóteo 2:22 - Foge também das paixões da mocidade; e segue a justiça, a fé, o amor, e a paz com os que, com um coração puro, invocam o Senhor.

Filipenses 2:15-16 - Para que sejais irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis, no meio de uma geração corrompida e perversa, entre a qual resplandeceis como astros no mundo; Retendo a palavra da vida, para que no dia de Cristo possa gloriar-me de não ter corrido nem trabalhado em vão.


Pr. Jeff Fromholz - Geração Benjamim

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Virgindade não é opção... é bênção!


Virgindade não é opção... é bênção!

Aliança é uma das coisas mais importantes no relacionamento entre duas pessoas do sexo oposto. Quando falo em aliança, não estou me referindo ao anel de ouro que nossos pais usam. O anel é um símbolo desse pacto, mas A aliança em si é a decisão de que eu vou amar essa pessoa pelo resto da minha vida. Nada, além da morte, pode quebrar uma aliança. Ela não pode ser desfeita. E a sua origem está na aliança que Deus fez e continua mantendo com o seu povo, de que Ele nunca nos deixará. Ele nunca nos abandonará (Hebreus 13:5). Ela é inquebrável. E é por isso que está em extinção nos dias de hoje. Com os divórcios e separações, a aliança tornou-se quebrável, clausurável, e discutível, tornando-se um mero contrato.

Agora, onde entra a virgindade nisso tudo? O que o fato de me guardar virgem até o meu casamento tem a ver com a aliança? É aí que está uma das coisas mais belas e tremendas que eu ainda não tinha percebido. Se você está por dentro das histórias da Bíblia, sempre que alguém fazia uma aliança com Deus, havia um derramamento de sangue, um animal era morto. Era o símbolo da obediência ao Senhor. Na aliança que Deus estabeleceu conosco, o sacrifício e o derramamento de sangue foram de Jesus, o que nos deu a certeza de que Deus nunca nos deixará, porque Ele deu seu único Filho para morrer por nós. Pensando nisso, você já imaginou o porquê da virgindade ser tão importante para nós? Quando o rapaz e a moça se guardam sexualmente até a noite de núpcias e têm sua primeira relação sexual, eles estão selando a aliança com Deus (a da obediência) e a aliança que fizeram um com o outro, não com sacrifício, mas com prazer, já que Jesus veio sacrificar-se em nosso lugar.

Por isso, quando a Palavra nos adverte a nos guardarmos sexualmente puros, ao contrário do que muita gente pensa, Deus não está querendo "cortar o barato", e sim, nos garantir o desfrute de uma bênção muito maior.

Existe benção por trás de uma aliança verdadeira. Existe benção por trás da virgindade. E ela deve ser considerada uma das coisas mais importantes em sua vida. Uma vez que você a perde, ela não mais será restituída fisicamente. Se você perde-la na hora errada, mesmo que depois receba o perdão de Deus, ainda assim ela não será trazida de volta. Sua virgindade é sua jóia preciosa, deve ser guardada e protegida como tal.

Sei que hoje a coisa mais comum num namoro é transar e, por isso, manter-se puro sexualmente é muito difícil. Mas ser homem ou mulher "de verdade" não depende de quantas vezes a gente vai para a cama, mas está inteiramente ligado à nossa determinação e firmeza de dizer não.

Agora, uma palavrinha especial para os rapazes. Vocês sabiam que foram criados para serem os protetores e defensores da pureza? Infelizmente, hoje em dia, muitos homens e rapazes são considerados os violentadores. E não são só os estupradores não. Muitos namorados forçam a namorada a perder a virgindade, não com violência física, mas moral. Essa não foi a função designada por Deus prá você. Na criação, a função do homem é proteger a mulher. Paulo recomendou a Timóteo que tratasse as moças com toda pureza, como irmãs (I Timóteo 5:2). E é assim que você deve agir.

Não se deixe levar pelas mentiras sobre o amor e sexo, de que se você ama, transa, e se não transa, é fraco ou covarde. Creia que dizer não aos seus desejos é uma forma de já demonstrar amor para seu futuro marido ou futura esposa, com quem você irá selar uma aliança estabelecida por Deus.

"O verdadeiro amor é paciente, é benigno, não se conduz inconvenientemente, não procura os seus interesses; o verdadeiro amor tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta" (1Cor 13:4-7).

Ariane Nishimura

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O maior sonho ou a maior necessidade?


O maior sonho ou a maior necessidade?

Diante dos afazeres e preocupações do cotidiano alguns ficam confusos, sentem-se inseguros para tomar decisões, com muitos pensamentos que lhes fazem ficar em dúvida sobre qual decisão tomar.

Todavia a pergunta é: por que isso acontece? Vamos buscar a resposta na Palavra de Deus, mais precisamente no Livro de Jó, onde está escrito: “Se projetas alguma coisa, ela te sairá bem, e a luz brilhará em teus caminhos” (Jó 22.28).
Diante dos afazeres e preocupações do cotidiano alguns ficam confusos, sentem-se inseguros para tomar decisões, com muitos pensamentos que lhes fazem ficar em dúvida sobre qual decisão tomar.

Note que não está escrito “Se projetas muitas coisas”, mas, sim, “Se projetas alguma coisa (...)”, ou seja, é preciso resolver um problema de cada vez. Em outras palavras, as pessoas fazem muitos projetos e querem que todos se realizem ao mesmo tempo. Então, com uma fé dividida, minada por dúvidas, a pessoa não vê resultados. Há quem pense que Deus não quer que ela nasça de novo, que tenha uma nova vida. No entanto, essa luz, descrita na passagem bíblica, simboliza o próprio Deus que tem todo o interesse de que nos tornemos Seus filhos, para que, ao recebermos a autoridade divina, possamos conquistar absolutamente tudo o que desejarmos. Contudo, o texto sagrado também revela que há um caminho a ser trilhado até essa conquista.

Está escrito: "Porém novilho ou cordeiro desproporcionados poderás oferecer por oferta voluntária, mas, por voto, não será aceito." (Levítico 22.23). Isso significa que o seu esforço tem que ser proporcional àquilo que você deseja conquistar. Afinal, o seu pedido é que define se a sua fé é forte ou débil, pois o que parece sacrifício aos seus olhos pode não ser aos olhos de Deus. Quer dizer, apesar do seu empenho e dedicação, ainda não obteve os resultados esperados porque seus esforços estão divididos entre os muitos pedidos que você fez a Deus, ou seja, você dividiu o seu sacrifício, tornando-o desproporcional, inferior ao que está buscando.

Portanto, temos que deixar o sentimento de lado e agirmos pela fé, pois “sem fé é impossível agradar a Deus” (Hebreus 11.6). De repente, você tem mil sonhos, mas precisa escolher entre eles qual é o mais importante. Tem que analisar a situação e tomar uma decisão com os pés no chão e, a partir daí, perseguir seu objetivo até alcançá-lo. É como uma mulher que está grávida e se prepara para o nascimento da criança. Porém, enquanto isso não acontece, ela vive em função daquele bebê, pensando noite e dia como será aquele filho tão desejado.

Durante o caminho que você terá que trilhar até o seu objetivo, surgirão obstáculos, dificuldades, vozes contrárias e pensamentos negativos para desviá-lo do seu alvo e deter a sua fé e te desviar do seu sonho. Se você for fraco e se deixar levar pelas "aves de rapina", ou seja, por pessoas que querem atrapalhá-lo, Deus não poderá fazer nada, afinal, a opção foi sua. Mas, se você for forte, definido em busca do seu maior sonho ou sua maior necessidade, a voz de Deus prevalecerá, a luz divina vai brilhar e o que você determinou vai acontecer.

Bispo Romualdo Panceiro

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domingo, 19 de setembro de 2010

Quatro grandes lições - simples, mas importantes


Quatro grandes lições - simples, mas importantes

Pequenas coisas importantes

Autor desconhecido

Primeira importante lição:
Durante o segundo mês na escola de enfermagem, o professor apresentou um questionário. Ele era bom aluno e respondeu rápido todas as questões até chegar a última que era: "Qual o primeiro nome da mulher que faz a limpeza da escola?" Sinceramente, isso parecia uma piada. Ele já tinha visto a tal mulher varias vezes. Ela era alta, cabelo escuro, lá pelos seus 50 anos, mas como ia saber o primeiro nome dela? Entregou o teste deixando essa questão em branco e um pouco antes da aula terminar, um outro aluno perguntou se a ultima pergunta do teste ia contar na nota.
"É claro!", respondeu o professor. "Na sua carreira, você encontrará muitas pessoas. Todas têm seu grau de importância. Elas merecem sua atenção mesmo que seja com um simples sorriso ou um simples 'alô' ". Ele nunca mais esqueceu essa lição e também acabou aprendendo que o primeiro nome dela era Dorothy.

Segunda lição importante:
Na chuva,numa noite, estava uma senhora negra, americana do lado de uma estrada no estado do Alabama enfrentando um tremendo temporal. O carro dela tinha enguiçado e ela precisava, desesperadamente, de uma carona.
Completamente molhada, ela começou a acenar para os carros que passavam.
Um jovem branco, parecendo que não tinha conhecimento dos acontecimentos e conflitos dos anos 60, parou para ajuda-la. O rapaz a colocou em um lugar protegido, procurou ajuda mecânica e chamou um táxi para ela.
Ela parecia estar realmente com muita pressa mas conseguiu anotar o endereço dele e agradecê-lo. Sete dias se passaram quando bateram a porta da casa do rapaz. Para a surpresa dele, uma enorme TV colorida com o console e tudo estava sendo entregue na casa dele com um bilhete junto que dizia:
"Muito obrigada por me ajudar na estrada naquela noite. A chuva não só tinha encharcado minhas roupas como também meu espírito. Aí, você apareceu. Por sua causa eu consegui chegar ao leito de morte do meu marido antes que ele falecesse. Deus o abençoe por ter me ajudado. Sinceramente, Sra. Nat King Cole"

Terceira importante lição:
Numa época em que um sorvete custava muito menos do que hoje, um menino de 10 anos entrou na lanchonete de um hotel e sentou a uma mesa.
Uma garçonete colocou um copo de água na frente dele. "Quanto custa um sundae?" ele perguntou. "50 centavos" - respondeu a garçonete.
O menino puxou as moedas do bolso e começou a contá-las. "Bem, quanto custa o sorvete simples?" ele perguntou. A essa altura, mais pessoas estavam esperando por uma mesa e a garçonete perdendo a paciência.
"35 centavos" - respondeu ela, de maneira brusca. O menino, mais uma vez, contou as moedas e disse: "eu vou querer, então, o sorvete simples". A garçonete trouxe o sorvete simples, a conta, colocou na mesa e saiu. O menino acabou o sorvete, pagou a conta no caixa e saiu. Quando a garçonete voltou, ela começou a chorar a medida que ia limpando a mesa pois ali, do lado do prato, tinham 15 centavos em moedas - ou seja, veja bem, o menino não pediu o sundae porque ele queria que sobrasse a gorjeta da garçonete.

Quarta importante lição:
Em tempos bem antigos, um rei colocou uma pedra enorme no meio de uma estrada. então, ele se escondeu e ficou observando para ver se alguém tiraria a imensa rocha do caminho.
Alguns mercadores e homens muito ricos do reino passaram por ali e simplesmente deram a volta pela pedra.
Alguns até esbravejaram contra o rei dizendo que ele não mantinha as estradas limpas mas nenhum deles tentou sequer mover a pedra dali.
De repente, passa um camponês com uma boa carga de vegetais. Ao se aproximar da imensa rocha, ele pôs de lado a sua carga e tentou remover a rocha dali.
Após muita forca e suor, ele finalmente conseguiu mover a pedra para o lado da estrada. Ele, então, voltou a pegar a sua carga de vegetais mas notou que havia uma bolsa no local onde estava a pedra. A bolsa continha muitas moedas de ouro e uma nota escrita pelo rei que dizia que o ouro era para a pessoa que tivesse removido a pedra do caminho. O camponês aprendeu o que muitos de nos nunca entendeu: "Todo obstáculo contem uma oportunidade para melhorarmos nossa condição".


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Perceba o que você tem


Perceba o que você tem

Autor desconhecido

O dono de um pequeno comércio, amigo do grande poeta Olavo Bilac,
abordou-o na rua:
- Sr. Bilac, estou precisando vender o meu sítio, que o Senhor tão bem conhece.
Poderia redigir o anúncio para o jornal?

Olavo Bilac apanhou o papel e escreveu:

"Vende-se encantadora propriedade, onde cantam os pássaros ao amanhecer
no extenso arvoredo, cortada por cristalinas e marejantes águas de um ribeiro. A casa banhada pelo sol nascente oferece a sombra tranqüila das tardes, na varanda".

Meses depois, topa o poeta com o homem e pergunta-lhe se havia vendido o sítio.
- Nem pense mais nisso, disse o homem. Quando li o anúncio é que percebi a
maravilha que tinha.

Moral da história:

Às vezes, não descobrimos as coisas boas que temos e vamos longe, atrás
da miragem de falsos tesouros.

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A grande diferença


A grande diferença

Qualidades em serviços

Autor desconhecido

Paulo trabalhava em uma empresa há dois anos.

Sempre foi um funcionário sério, dedicado e cumpridor de suas obrigações.

Nunca chegava atrasado.

Por isso mesmo já estava com 02 anos na empresa, sem ter recebido uma única reclamação.

Certo dia, porém, ele foi até o diretor para fazer uma reclamação:

- Sr. Gustavo, tenho trabalhado durante estes dois anos em sua empresa com toda a dedicação, só que me sinto um tanto injustiçado.

Fiquei sabendo que o Fernando, que tem o mesmo cargo que eu e está na empresa há somente 06 meses e já vai ser promovido ??...

Gustavo, fingindo não ouvi-lo, disse:

- Foi bom você vir aqui.

Tenho um problema para resolver e você poderá me ajudar. Estou querendo dar frutas como sobremesa ao nosso pessoal após o almoço de hoje. Aqui na esquina tem uma barraca de frutas. Por favor, vá até lá e verifique se eles tem abacaxi.

Paulo, sem entender direito, saiu da sala e foi cumprir a missão.

Em cinco minutos estava de volta.

- E aí Paulo? - Perguntou Gustavo.

- Verifiquei como o senhor pediu e eles tem abacaxi sim...

- E quanto custa ???

- Ah, Isso eu não perguntei não...

- Eles tem abacaxi suficiente para atender a todo nosso pessoal ???

- Também não perguntei isso não...

- Há alguma fruta que possa substituir o abacaxi ???

- Não sei não...

- Muito bem Paulo. Sente-se ali naquela cadeira e aguarde um pouco.

O diretor pegou o telefone e mandou chamar o novato Fernando.

Deu a ele a mesma orientação que dera ao Paulo.

Em dez minutos, Fernando voltou.

- E então ??? - Indagou Gustavo.

- Eles têm abacaxi, sim Seu Gustavo. E é o suficiente para todo nosso pessoal e, se o senhor preferir, têm também laranja, banana, melão e mamão. O abacaxi estão vendendo a R$1,50 cada; a banana e o mamão a R$1,00 o quilo; o melão R$1,20 a unidade e a
laranja a R$20,00 o cento, já descascada... Mas como eu disse que a compra seria em grande quantidade, eles nos concederão um desconto de 15%. Deixei reservado...

Conforme o Senhor decidir, volto lá e confirmo o pedido! - Explicou Fernando.

Agradecendo pelas informações, o patrão dispensou-o.

Voltou-se para Paulo, que permanecia sentado e perguntou- lhe:

- Paulo, o que foi que você estava me dizendo ???

- Nada não, patrão. Esqueça. Com licença...

E Paulo deixou a sala...

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A escola da vida


A escola da vida

Autor desconhecido

Um erudito atravessava de barco um rio e, conversando com o barqueiro, perguntou:
- Diga-me uma coisa: você sabe botânica?

O barqueiro olhou para o erudito e respondeu:
- Não muito, senhor. Não sei que história é essa...

- Você não sabe botânica, a ciência que estuda as plantas? Que pena! Você perdeu parte de sua vida !

O barqueiro continua remando. Pergunta novamente o erudito:
- Diga-me uma coisa: você sabe astronomia ?

O coitado do caiçara barqueiro, analfabeto, balançou a cabeça e disse :
- Não senhor, não sei o que é astronomia.

- Astronomia é a ciência que estuda os astros, o espaço, as estrelas. Que pena ! Você perdeu parte da sua vida.

E assim foi perguntando a respeito de cada ciência: astrologia, física, química, e de nada o barqueiro sabia. E o erudito sempre terminava com seu refrão : "Que pena! Você perdeu parte da sua vida...".

De repente, o barco bateu contra uma pedra, rompeu-se e começou a afundar...

E o barqueiro perguntou ao erudito:
- O senhor sabe nadar ?

- Não, não sei.

- Que pena, o senhor perdeu toda a sua vida !

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A divindade dos homens


A divindade dos homens

Robert B. Dilts e outros - No livro Neuro-Linguistic Programming Vol. I (Meta Publications). Tradução: Virgílio Vasconcelos Vilela

Houve um tempo em que todos os homens eram deuses. Mas eles abusaram tanto de sua divindade que Brahma, o mestre dos deuses, tomou a decisão de lhes retirar o poder divino. Resolveu então escondê-lo em um lugar onde seria absolutamente impossível reencontrá-lo. O grande problema era encontrar um esconderijo. Brahma convocou um conselho dos deuses menores, para juntos resolverem o problema.

- Enterremos a divindade do homem na terra, foi a primeira ideia dos deuses.

- Não, isso não basta, pois o homem vai cavar e encontrá-la.

Então os deuses retrucaram:
- Joguemos a divindade no fundo dos oceanos.

Mas Brahma não aceitou a proposta, pois achou que o homem, um dia iria explorar as profundezas dos mares e a recuperaria. Então os deuses concluíram:
- Não sabemos onde escondê-la, pois não existe na terra ou no mar lugar que o homem não possa alcançar um dia.

Brahma então se pronunciou:

- Eis o que vamos fazer com a divindade do homem: vamos escondê-la nas profundezas dele mesmo, pois será o único lugar onde ele jamais pensará em procurá-la.
Desde esse tempo, conclui a lenda, o homem deu a volta na terra, explorou escalou, mergulhou e cavou, em busca de algo que se encontra nele mesmo.

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segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Desfrute cada momento


DESFRUTE CADA MOMENTO

"Meu amigo abriu a cômoda de sua esposa e pegou um pacote envolto em papel de seda.

-Esse – disse – não é um simples pacote, é uma roupa branca. Titou o papel que o envolvia e observou a esquisita seda e o embrulho.

-Ela comprou isso na primeira vez que fomos a Nova York, faz uns oito ou nove anos. Nunca usou. Estava guardando para uma “ocasião especial”. Bem, creio que essa é a ocasião. Se aproximou da cama e juntou com as demais roupas que ía levar para o funeral. Sua esposa acabara de morrer.

Voltando-se para mim disse:

-Não guarde nada para uma “ocasião especial”, cada dia que se vive é uma ocasião especial.

Todavia estou pensando nessas palavras... já mudaram a minha vida. Agora estou lendo mais e limpando menos. Sento no terraço e admiro a vista sem fixar-me nas ervas daninhas do jardim. Passo mais tempo com a minha família e amigos e menos tempo trabalhando. Compreendi que a vida deve ser um padrão de experiências para se desfrutar, não para sobreviver. Já não guardo nada. Uso meus copos de cristal todos os dias. Ponho meu traje novo para ir ao supermercado, se assim decido e me dá vontade. Já não guardo meu melhor perfume, o uso cada vez que me apetece fazê-lo.

As frases “algum dia...” e “um dia desses” , estão desaparecendo do meu vocabulário. Se vale a pena te ver, te escutar e fazer algo, quero te ver, quero te escutar e fazer algo agora.

Não estou seguro do que teria feito a esposa do meu amigo se soubesse que não estaria aqui para a manhã em que todos tomamos tão ligeiro. Penso que teria chamado seus familiares e amigos mais próximos. Ou melhor, chamaria alguns dos seus antigos amigos para desculpar-se e fazer as pazes por possíveis brigas do passado. Gosto de pensar que teria ido comer comida chinesa, sua favorita.

São essas pequenas coisas que deixamos de fazer que me deixariam chateada se soubesse que minhas horas estavam limitadas. Chateada porque deixei de ver bons amigos com os quais iria fazer contato “algum dia”... Chateada porque não escrevi certas... cartas que pensava escrever “um dia desses”. Chateada e triste porque não disse aos meus irmãos e aos meus filhos, com freqüência suficiente, o quanto os amo.

Agora trato de não adiar, deter ou guardar nada que traria riso e alegria a nossas vidas. E cada manhã digo para mim mesmo que esse dia é especial, cada dia, cada hora, cada minuto... é especial"

Um homem Inteligente Falando das Mulheres


Um homem Inteligente Falando das Mulheres

O desrespeito à natureza tem afetado a sobrevivência de vários seres e entre os mais ameaçados está a fêmea da espécie humana.

Tenho apenas um exemplar em casa,que mantenho com muito zelo e dedicação, mas na verdade acredito que é ela quem me mantém. Portanto, por uma questão de auto-sobrevivência, lanço a campanha 'Salvem as Mulheres!'

Tomem aqui os meus poucos conhecimentos em fisiologia da feminilidade a fim de que preservemos os raros e preciosos exemplares que ainda restam:

Habitat

Mulher não pode ser mantida em cativeiro. Se for engaiolada, fugirá ou morrerá por dentro. Não há corrente que as prenda e as que se submetem à jaula perdem o seu DNA. Você jamais terá a posse de uma mulher, o que vai prendê-la a você é uma linha frágil que precisa ser reforçada diariamente.

Alimentação correta

Ninguém vive de vento. Mulher vive de carinho. Dê-lhe em abundância. É coisa de homem, sim, e se ela não receber de você vai pegar de outro. Beijos matinais e um 'eu te amo’ no café da manhã as mantém viçosas e perfumadas durante todo o dia. Um abraço diário é como a água para as samambaias. Não a deixe desidratar. Pelo menos uma vez por mês é necessário, senão obrigatório, servir um prato especial.

Flores

Também fazem parte de seu cardápio – mulher que não recebe flores murcha rapidamente e adquire traços masculinos como rispidez e brutalidade.

Respeite a natureza

Você não suporta TPM? Case-se com um homem. Mulheres menstruam, choram por nada, gostam de falar do próprio dia, discutir a relação? Se quiser viver com uma mulher, prepare-se para isso.

Não tolha a sua vaidade

É da mulher hidratar as mechas, pintar as unhas, passar batom, gastar o dia inteiro no salão de beleza, colecionar brincos, comprar muitos sapatos, ficar horas escolhendo roupas no shopping. Entenda tudo isso e apoie.

Cérebro feminino não é um mito

Por insegurança, a maioria dos homens prefere não acreditar na existência do cérebro feminino. Por isso, procuram aquelas que fingem não possuí-lo (e algumas realmente o aposentaram!). Então, aguente mais essa: mulher sem cérebro não é mulher, mas um mero objeto de decoração. Se você se cansou de colecionar bibelôs, tente se relacionar com uma mulher. Algumas vão lhe mostrar que têm mais massa cinzenta do que você. Não fuja dessas, aprenda com elas e cresça. E não se preocupe, ao contrário do que ocorre com os homens, a inteligência não funciona como repelente para as mulheres.

Não faça sombra sobre ela

Se você quiser ser um grande homem tenha uma mulher ao seu lado, nunca atrás. Assim, quando ela brilhar, você vai pegar um bronzeado. Porém, se ela estiver atrás, você vai levar um pé-na-bunda.

Aceite: mulheres também têm luz própria e não dependem de nós para brilhar. O homem sábio alimenta os potenciais da parceira e os utiliza para motivar os próprios. Ele sabe que, preservando e cultivando a mulher, ele estará salvando a si mesmo.

Só tem mulher quem pode!

Luiz Fernando Veríssimo

Quem decide por mim?


Quem decide por mim?

Autor desconhecido

Um colunista conta uma estória em que acompanhava um amigo à uma banca de jornais.

"O amigo cumprimentou o jornaleiro amavelmente, mas como retorno recebeu um tratamento rude e grosseiro.
Pegando o jornal que foi atirado em sua direção, o amigo do colunista sorriu polidamente e desejou um bom fim de semana ao jornaleiro.

Quando os dois amigos desciam pela rua, o colunista perguntou:

" - Ele sempre te trata com tanta grosseria? "

" - Sim, infelizmente foi sempre assim..."

" - E você é sempre tão polido e amigável com ele?

" - Sim, procuro ser."

" - Por que você é tão educado, já que ele é tão inamistoso com você? "

" - Por que não quero que ele decida como eu devo agir."


Moral da estória: a pessoa inteira é seu próprio dono e não deve curvar-se diante do vento que sopra. Ela Não está à mercê do mau humor, da impaciência e da raiva dos outros. Não são os ambientes que a transformam, mas ela que transforma os ambientes."

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Quanto custa?


Quanto custa?

Autor desconhecido

Um menino, com voz tímida e os olhos cheios de admiração, pergunta ao pai quando este retorna do trabalho:

- Pai, quanto o senhor ganha por hora?

O pai, num gesto severo, responde:

- Meu filho, isto nem a sua mãe sabe. Por isso, não me amole, estou cansado!!!

Mas o filho insiste:

- Mas papai...então, diga, quanto o senhor ganha por hora?

A reação do pai foi menos severa e respondeu:

- Três reais por hora.

- Então, papai, o senhor poderia me emprestar um real?

O pai, já cansado daquela conversa respondeu bravo:

- Então essa era a razão de querer saber quanto eu ganho? Vá dormir e não me incomode!

Já era noite quando o pai, por algum momento raro, começou a pensar no que havia acontecido com o filho e sentiu-se culpado. Talvez, quem sabe, o filho precisasse comprar algo.

Querendo aliviar sua consciência doída, foi até o quarto do menino e, em voz baixa, perguntou:

- Filho, está dormindo?

- Não, papai! – o garoto respondeu sonolento e choroso.

- Olha, aqui está o dinheiro que me pediu: um real.

- Muito obrigado, papai! – disse o filho, levantando-se rapidamente e retirando mais dois reais de uma caixinha que estava sob a cama.

- Agora já completei, papai! Tenho três reais. Poderia me vender uma hora de seu tempo?

A maioria dos pais deveria refletir bastante sobre o texto acima.

Quem sabe você ainda não tenha filhos e ache que isso não é com você.

Porém, com certeza você tem família.

Será que nela não existe alguém que sente a sua falta?

Olhe ao seu redor...

Quem sabe seus amigos...

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Quatro velas e uma criança


Quatro velas e uma criança

Autor desconhecido

Quatro velas estavam queimando ruidosamente, calmamente.
O ambiente estava tão silencioso que podia-se ouvir o diálogo que travavam:
A primeira vela disse:
- Eu sou a Paz! Apesar de minha luz as pessoas não conseguem manter-me, acho que vou apagar.

E diminuindo devagarzinho, apagou totalmente.A segunda vela disse:
- Eu me chamo Fé! Infelizmente sou muito supérflua. Há pessoas que não querem saber de mim. Não faz sentido continuar queimando.

Ao terminar sua fala, um vento levemente bateu sobre ela, e esta se apagou.
Baixinho e triste a terceira vela se manifestou:
- Eu sou o Amor! Não tenho mais forças para queimar. As pessoas me deixam de lado, só conseguem se enxergar, esquecem-se até daqueles à sua volta que lhes amam.

E sem esperar apagou-se.De repente... entrou uma criança e viu as três velas apagadas.
- Que é isto? Vocês deviam queimar e ficar acesas até o fim.

Dizendo isso começou a chorar.Então a quarta vela falou:
- Não tenha medo criança, enquanto eu queimar podemos acender as outras velas, Eu sou a Esperança.A criança com os olhos brilhantes pegou a vela que restava e acendeu todas as outras..."Que a vela da esperança nunca se apague dentro de nós..."

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Haja o que houver, estarei sempre com você


Haja o que houver, estarei sempre com você

* Esta é uma estória real, divulgada pela ONU em uma de suas interferências internacionais. Esta história é verídica.

Na Romênia , um homem dizia sempre a seu filho:

- Haja o que houver, eu sempre estarei a seu lado.

Houve, nesta época um terremoto de intensidade muito grande, que quase arrasou as construções lá existentes nesta época.

Estava nesta hora este homem em uma estrada. Ao ver o ocorrido, correu para casa e verificou que sua esposa estava bem, mas seu filho nesta hora estava na escola.
Foi imediatamente para lá. E a encontrou totalmente destruída. Não restou, uma única parede de pé...

Tomado de uma enorme tristeza. Ficou ali ouvindo, a voz feliz de seu filho e sua promessa (não cumprida).

Haja o que houver : eu estarei sempre a seu lado.

Seu coração estava apertado e sua vista apenas enxergava a destruição. A voz de seu filho e sua promessa não cumprida, o dilaceravam. Mentalmente percorreu inúmeras vezes o trajeto que fazia diariamente segurando sua mãozinha. O portão (que não mais existia) ; Corredor... Olhava as paredes, aquele rostinho confiante. Passava pela sala do 3º ano, virava o corredor e o olhava ao entrar.

Até que resolveu fazer em cima dos escombros, o mesmo trajeto. Portão... Corredor... Virou a direita... E parou em frente ao que deveria ser a porta da sala. Nada! Apenas uma pilha de material destruído. Nem ao menos um pedaço de alguma coisa que lembrasse a classe Olhava tudo desolado. E continuava a ouvir sua promessa Haja o que houver, eu sempre estarei com você. E ele não estava...

Começou a cavar com as mãos. Nisto chegaram outros pais, que embora bem intencionados, e também desolados, tentavam afastá-lo de lá dizendo:
- Vá para casa. Não adianta, não sobrou ninguém. - Vá para casa.
Ao que ele retrucava:

- Você vai me ajudar? Mas ninguém o ajudava, e pouco a pouco, todos se afastavam.

Chegaram os policiais, que também tentaram retirá-lo dali, pois viam que não havia chance de ter sobrado ninguém com vida. Haviam outros locais com mais esperança.
Mas este homem não esquecia sua promessa ao filho, a única coisa que dizia. para as pessoas que tentavam retirá-lo de lá era : - Você vai me ajudar ? Mas eles também o abandonavam.

Chegaram os bombeiros, e foi a mesma coisa.

- Saia daí, não está vendo que não pode ter sobrado ninguém vivo? Você ainda vai por em risco a vida de pessoas que queiram te ajudar pois continuam havendo explosões e incêndios. Ele retrucava :

- Você vai me ajudar? - Você esta cego pela dor não enxerga mais nada. Ou então é a raiva da desgraça. - Você vai me ajudar? Um a um todos se afastavam Ele trabalhou quase sem descanso, apenas com pequenos intervalos , mas não se afastava dali. 5 - 10 – 12 – 22 – 24 - 30 horas. Já exausto, dizia a si mesmo que precisava saber se seu filho estava vivo ou morto. Até que ao afastar uma enorme pedra, sempre chamando pelo filho, ouviu:

- Pai ...estou aqui!

Feliz fazia mais força para abrir um vão maior e perguntou:

- Você esta bem?

- Estou. Mas com sede, fome e muito medo.

- Tem mais alguém com você?

- Sim, dos 36 da classe 14 estão comigo, estamos presos em um vão entre dois pilares. Estamos todos bem.

Apenas conseguia se ouvir seus gritos de alegria .

- Pai, eu falei a eles: Vocês podem ficar sossegados, pois meu pai irá nos achar. Eles não acreditavam, mas eu dizia a toda hora ... Haja o que houver, meu pai, estará sempre a meu lado.

- Vamos, abaixe-se e tente sair por este buraco .

- Não! Deixe eles saírem primeiro... Eu sei ; que haja o que houver... Você estará me esperando!

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terça-feira, 7 de setembro de 2010

O Padre que queria ver Jesus


O Padre que queria ver Jesus

Autor desconhecido

(O valor do trabalho)
Havia um padre que orava constantemente, pedindo para ver Jesus, que o Pai lhe concedesse essa graça.

Ele e os demais padres residentes no convento, eram muito piedosos e caridosos e faziam sempre o bem aos que necessitavam.

Todos os dias, às três horas da tarde, os portões do convento eram abertos ao som de uma sineta e os pobres entravam para o pátio afim de serem atendidos nas suas necessidades.

Um dia, depois do almoço, o bom padre novamente orou a Deus, pediu, como sempre fazia, a oportunidade de ver Jesus, conversar com Ele, nem que fosse um pouquinho.
Estava ajoelhado, quando percebeu que sua pequenina cela ficou totalmente iluminada e Jesus lhe apareceu.

O padre bem velhinho, não cabia em si de alegria e de felicidade. Imagine só, Jesus ali com ele; ia então conversar com o Mestre, quando a sineta do convento soou, chamando todos os padres para socorrer e ajudar os irmãos infelizes.

O padre vacilou por um instante, não sabendo se ia ou ficava ali com Jesus.
Mas, resolveu ir pois precisava atender o seu próximo. Foi então, com o coração triste, pois dizia ele, quando voltasse não o encontraria mais ali, mas tinha o seu trabalho, pensava e deixou Jesus sentado em sua cela.

Atendeu a todos com o mesmo amor e bondade de sempre e quando se retiraram todos, o padre volta para a sua cela.

Vem ainda sentindo seu coração triste por não ter podido estar com Jesus, porém quando chegou a sua cela, a vê mais iluminada ainda e espantado vê também Jesus que esperava por ele.

Chorando, feliz e agradecido, atirou-se aos pés de Jesus e entre lágrimas diz : "Mestre, tu aqui? Não fostes embora? Esperaste todo este tempo por mim? E Jesus passando suas mãos compassivas por seus cabelos brancos lhe respondeu meigamente:
"Irmão querido, se tu ao ouvir a sineta chamando-te para as obrigações com aquele que sofre, tivesses aqui permanecido, eu é que teria saído".

MORAL: JESUS QUER QUE TODOS NÓS O AMEMOS NO TRABALHO, EM NOSSAS OBRIGAÇÕES DIÁRIAS, CIENTES ENFIM DE NOSSAS RESPOSABILIDADES PERANTE A VIDA.

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O crédulo e o incrédulo


O crédulo e o incrédulo

Autor desconhecido

Era uma vez dois exploradores que encontraram uma clareira na selva. Nela cresciam muitas flores de beleza sem par. Um dos exploradores diz:

- Há sem dúvida um jardineiro que mantém este jardim. O outro não concorda:

- Não há nenhum jardineiro.

Assim sendo, eles montam suas tendas e se põem a vigiar. Nenhum jardineiro é visto em nenhum momento. Será que se trata de um jardineiro invisível? Os dois exploradores fazem então uma cerca de arame farpado e a eletrificam, guardando-a com sabujos...
Mas nenhum grito sugere nunca que algum intruso tenha tentado entrar no jardim. Apesar disso, o primeiro explorador ainda não se convenceu:

- Mas existe um jardineiro invisível, intangível, insensível às descargas elétricas, um jardineiro que não tem cheiro nem faz barulho, um jardineiro que vem secretamente cuidar do jardim. No final, o céptico se desanima:

- Mas o que resta da sua primeira afirmação? E em que precisamente isso que você chama de jardineiro invisível, intangível, eternamente inapreensível, difere de um jardineiro imaginário ou até de um jardineiro absolutamente inexistente?

O primeiro explorador vai então colher uma flor e, sem nada dizer, a oferece com um sorriso ao céptico, que não se afasta um minuto da cerca:

- Por que este gesto de afeição? pergunta surpreso.

- Para lhe perguntar se você consegue ver a velha amizade que nos une há tantos anos.
E o outro responde:

- Lógico que não!

- O essencial é invisível aos olhos (como dizia o Pequeno Príncipe). Só conseguimos ver bem com o coração! Será que não é isso o que acontece com Aquele que com tanto amor cuida deste jardim?

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segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Caminho da Vida - Charles Chaplin


Caminho da Vida

O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém nos extraviamos.

A cobiça envenou a alma dos homens... levantou no mundo as muralhas do ódios... e tem-nos feito marchar a passo de ganso para a miséria e morticínios.

Criamos a época da velocidade, mas nos sentimos enclausurados dentro dela. A máquina, que produz abundância, tem-nos deixado em penúria.

Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; nossa inteligência, empedernidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco.

Mais do que de máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura. Sem essas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido.

(O Último discurso, do filme O Grande Ditador)
Charles Chaplin

Eu adoro voar


Eu adoro voar

Já escondi um AMOR com medo de perdê-lo, já perdi um AMOR por escondê-lo.
Já segurei nas mãos de alguém por medo, já tive tanto medo, ao ponto de nem sentir minhas mãos.
Já expulsei pessoas que amava de minha vida, já me arrependi por isso.
Já passei noites chorando até pegar no sono, já fui dormir tão feliz, ao ponto de nem conseguir fechar os olhos.
Já acreditei em amores perfeitos, já descobri que eles não existem.
Já amei pessoas que me decepcionaram, já decepcionei pessoas que me amaram.
Já passei horas na frente do espelho tentando descobrir quem sou, já tive tanta certeza de mim, ao ponto de querer sumir.
Já menti e me arrependi depois, já falei a verdade e também me arrependi.
Já fingi não dar importância às pessoas que amava, para mais tarde chorar quieta em meu canto.
Já sorri chorando lágrimas de tristeza, já chorei de tanto rir.
Já acreditei em pessoas que não valiam a pena, já deixei de acreditar nas que realmente valiam.
Já tive crises de riso quando não podia.
Já quebrei pratos, copos e vasos, de raiva.
Já senti muita falta de alguém, mas nunca lhe disse.
Já gritei quando deveria calar, já calei quando deveria gritar.
Muitas vezes deixei de falar o que penso para agradar uns, outras vezes falei o que não pensava para magoar outros.
Já fingi ser o que não sou para agradar uns, já fingi ser o que não sou para desagradar outros.
Já contei piadas e mais piadas sem graça, apenas para ver um amigo feliz.
Já inventei histórias com final feliz para dar esperança a quem precisava.
Já sonhei demais, ao ponto de confundir com a realidade... Já tive medo do escuro, hoje no escuro "me acho, me agacho, fico ali".
Já cai inúmeras vezes achando que não iria me reerguer, já me reergui inúmeras vezes achando que não cairia mais.
Já liguei para quem não queria apenas para não ligar para quem realmente queria.
Já corri atrás de um carro, por ele levar embora, quem eu amava.
Já chamei pela mamãe no meio da noite fugindo de um pesadelo. Mas ela não apareceu e foi um pesadelo maior ainda.
Já chamei pessoas próximas de "amigo" e descobri que não eram... Algumas pessoas nunca precisei chamar de nada e sempre foram e serão especiais para mim.
Não me dêem fórmulas certas, porque eu não espero acertar sempre.
Não me mostre o que esperam de mim, porque vou seguir meu coração!
Não me façam ser o que não sou, não me convidem a ser igual, porque sinceramente sou diferente!
Não sei amar pela metade, não sei viver de mentiras, não sei voar com os pés no chão.
Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra SEMPRE!
Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das drogas mais poderosas, das idéias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes.
Tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos.
Você pode até me empurrar de um penhasco q eu vou dizer:
- E daí? EU ADORO VOAR!

Clarice Lispector

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sábado, 4 de setembro de 2010

Vendedor de Aspirador de Pó


Vendedor de Aspirador de Pó

Uma dona de casa, num vilarejo, ao atender as palmas em sua porta…
‘Oh de casa, tô entrando!’
Ela se depara com um homem que vai entrando em sua casa e joga esterco de cavalo em seu tapete da sala. A mulher apavorada pergunta:
- ‘O senhor está maluco? O que pensa que está fazendo em meu tapete?’
O vendedor, sem deixar a mulher falar, responde:
- ‘Boa tarde! Eu estou oferecendo ao vivo, o meu produto, e eu provo pra senhora que os nossos aspiradores são os melhores e mais eficientes do mercado, tanto que vou fazer um desafio: se eu não limpar este esterco em seu tapete, eu prometo que irei comê-lo!’
A mulher se retirou para a cozinha sem falar nada.
O vendedor curioso, perguntou:
- ‘A senhora vai aonde? Não vai ver a eficiência do meu produto?’
A mulher responde:
- ‘Vou pegar uma colher, sal e pimenta e um guardanapo de papel.
Também uma cachaça para te abrir o apetite, pois aqui em casa não tem energia elétrica!’
Moral da história:
Conheça o seu cliente antes de oferecer qualquer produto

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

O homem e a água - reflexão


O homem e a água

O rei queria casar sua filha com um homem sábio. Então ele fez um concurso em que o candidato tinha que dar uma grande demonstração de sabedoria.
Porém, aos candidatos foi dito somente, que venceria o concurso, aquele que levasse à princesa um presente que refletisse um desejo do próprio candidato.
Foi dito também que o escolhido teria o seu desejo realizado pelo próprio rei.
Os fidalgos se prepararam, pois a bela princesa era muito cortejada.

No dia da festa realizada para a ocasião, viu-se muitos presentes e entre eles alguns muito cobiçados. De todos, três chamaram mais atenção: O primeiro levou um pote de ouro e disse que o seu desejo era ter 10 vezes o peso da princesa em ouro. O rei então perguntou o porquê daquele desejo.

Este é para que não falte riqueza para sua filha majestade.
O segundo levou o mapa de suas terras e disse que seu desejo era ter todo o reino em suas mãos. E o rei perguntou-lhe o porque do desejo.

Quero ter todas as terras para dar muitos poderes a princesa majestade.

O terceiro entrou com um lindo e grande jarro bordado com fios de ouro, porém só continha água.
E todos riram.
Ele disse que o seu desejo era ser igual a água.
O rei não entendeu, mas, perguntou o motivo do desejo. E o jovem continuou.
Majestade, a água pode ser sólida, líquida, gasosa e se adapta a qualquer superfície.
Tem o maior poder de flexibilidade. E assim terei a condição ideal para me adaptar a qualquer circunstância que a vida requerer, para atender aos desejos da princesa:
No inverno, tomarei posse de todas as terras como o gelo do continente.
Teremos então muito poder.
Na primavera, serei líquido para garimpar nos córregos e rios as pepitas de ouro que guardam seus leitos.

Teremos então muita riqueza.

No verão, serei as nuvens que regarão as plantações, para alimentar os rebanhos e o nosso povo. Assim não faltará alimento no reino.
Todos ficaram em silêncio quando o rei perguntou.

E no outono? -
No outono promoverei festas ao meu povo, mostrando-lhes com minha presença constante, que faço parte de suas vidas. É como a água, presente em todos os lugares e corpos. Nesta forma, teremos o reinado de maior comunhão com o povo e por isso, o mais próspero

Mas esse desejo eu não posso lhe conceder. Isto não é preciso meu rei, basta me conceder o que puder e desejar, que eu deverei me adaptar.
Todos então se curvaram diante daquele jovem, quando o rei o escolheu para desposar a princesa, reconhecendo, que embora tivesse pouco para dar naquele momento, teria muito a contribuir para o reino ao longo de sua vida.

Autor Desconhecido

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"A Porta do Lado" por Drauzio Varella


"A Porta do Lado" por Drauzio Varella

Em entrevista dada pelo médico Drauzio Varella, disse
ele que a gente tem um nível de exigência absurdo em
relação à vida, que queremos que absolutamente tudo dê
certo, e que, às vezes, por aborrecimentos mínimos,
somos capazes de passar um dia inteiro de cara amarrada.


E aí ele deu um exemplo trivial, que acontece todo dia
na vida da gente. É quando um vizinho estaciona o carro
muito encostado ao seu na garagem (ou pode ser na vaga
do estacionamento do shopping). Em vez de simplesmente
entrar pela outra porta, sair com o carro e tratar da
sua vida, você bufa, pragueja, esperneia e estraga o
que resta do seu dia.

Eu acho que esta história de dois carros alinhados,
impedindo a abertura da porta do motorista, é um bom
exemplo do que torna a vida de algumas pessoas melhor,
e de outras, pior. Tem gente que tem a vida muito
parecida com a de seus amigos, mas não entende por que
eles parecem ser tão mais felizes. Será que nada dá
errado para eles? Dá aos montes.

Só que, para eles, entrar pela porta do lado, uma vez
ou outra, não faz a menor diferença. O que não falta
neste mundo é gente que se acha o último biscoito do
pacote. Que "audácia" contrariá-los! São aqueles que
nunca ouviram falar em saídas de emergência: fincam o
pé, compram briga e não deixam barato.
Alguém aí falou em complexo de perseguição? Justamente.
O mundo versus eles.

Eu entro muito pela outra porta, e às vezes saio por
ela também. É incômodo, tem um freio de mão no meio do
caminho, mas é um problema solúvel. E como esse, a
maioria dos nossos problemões podem ser resolvidos
assim, rapidinho. Basta um telefonema, um e-mail,
um pedido de desculpas, um deixar barato.
Eu ando deixando de graça, para ser sincero.
Vinte e quatro horas têm sido pouco para tudo
o que eu tenho que fazer, então não vou perder ainda
mais tempo ficando mal-humorado.

Se eu procurar, vou encontrar dezenas de situações
irritantes e gente idem, pilhas de pessoas que vão
atrasar meu dia. Então eu uso a "porta do lado" e vou
tratar do que é importante de fato. Eis a chave do
mistério, a fórmula da felicidade, o elixir do bom
humor, a razão porque parece que tão pouca coisa na
vida dos outros dá errado.

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