sábado, 30 de abril de 2011

O Tempo e a saudade


O Tempo e a saudade


Ao tomar consciência de quem sou no espaço em que habito ficam fotografias na memória do momento vivido, percebo que a minha vida está passando.


É como se eu estivesse viajando de automóvel e percebo que as coisas vão acontecendo muito rápido. Os cenários e paisagens se transmutam em outras geografias.


É como olhar pelo retrovisor do veículo, as imagens vão passando rapidamente, Como num cenário de uma viajem em um automóvel em alta velocidade.


Ao observar as paisagens, rapidamente se transmutam em outros cenários, e ao olhar para o retrovisor as imagens vão se distanciando até sumirem da visão. Assim é a vida.


O Tempo passa, e ao observar isso tento definir um turbilhão de sentimentos que em mim habitam e andam juntos.


Ficam apenas as lembranças dos momentos bons e ruins que ficam em formas de sentimentos ao quais muitos deles precisam ser aprimorados outros rejeitados.


Percebo que os momentos que são partículas do tempo formaram a minha história. Eu sou um conjunto de sentimentos que em mim habitam coordenados pela minha emoção e volição.


Criei meus conceitos e fiz minhas afirmações, e ao longo de minha história, meu córtex cerebral assimilou verdades que acolhi e escolhi como verdades supremas através de minhas experiências ao longo da minha viajem que é minha vida.


Observo-me no espelho e percebo que as marcas do tempo estão cada vez mais salientes, porque sigo caminho rumo a Eternidade onde o tempo não pára, mas deixa as suas marcas em meu corpo.


Os acontecimentos, dos momentos especiais que vivi me dão percepção de um tempo que passou gerando um sentimento chamado saudade, que passa a ser a minha história.


Pela percepção dos sentidos, que ficaram marcados pelos momentos vividos, cada vez que ouço canções, ou cheiros, ou visualizo algo que marcou meus momentos que passaram tenho a nítida impressão de fazer uma viajem ao passado e por instantes tenho a impressão que o tempo parou, mas ele não para.

A vida continua... Apenas lembranças, boas ou ruins marcaram e estão apegadas em mim moldando meu caráter.

Percebo que diariamente nessa estrada, eu preciso tomar decisões, porque anseio a felicidade. Felicidade não é algo a ser encontrado; é algo a ser construído por bons sentimentos que acolho no coração.

O que vale nessa vida é o amor, sentimento maior que deve ser o referencial para que eu possa estar num estado permanente de felicidade.

Mas percebo que na medida em que o tempo passa, preciso tomar minhas decisões diárias, nas atitudes com relação a outras pessoas porque daí procede às saídas vida.

Essa decisão tem que ser acertada, isso porque posso ser tentado a criar atalhos em minha vida, queimar as etapas por causa das decisões equivocadas.

Preciso fazer avaliações sinceras das minhas intenções para não tomar decisões precipitadas que vão influenciar de maneira circunstancial minha jornada para construir a felicidade.

A única motivação QUE DEVE NORTEAR A MINHA CAMINHADA É O AMOR. Devo estar motivado por esse sentimento nobre para que toda a minha experiência de vida tenha esse referencial.

Através de minha memória vou guardando nessa viajem da vida sentimentos bons e maus que em mim habitam, porque posso estar equivocado quanto à autenticidade motivacional deles, se realmente vão ajudar a Construir a felicidade o qual é mina meta maior.

Como sementes que cai na beira da estrada e podem germinar da mesma forma coisas boas podem produzir coisas boas através de nossas decisões, mas também, como poeira de uma estrada, a partícula dos momentos ruins pode se apegar a mim e me induzir a tomar atalhos para ver se de alguma forma alcanço mais rápido e mais fácil e da maneira como acho que deve ser e esse é problema.

E um grave risco. Nem tudo o que penso é verdadeiro e justo. Devo me afastar de qualquer pensamento egoísta que me induza os atalhos da ganância e da sede do poder pelo poder, apenas para satisfazer ambições pessoais.

O Egoísmo pode se tornar o meu guia e sentimentos ruins como o desejo de conseguir a felicidade da forma como idealizo por causa do ego primitivo que pode me levar a uma situação extrema de ambição sem aprender os verdadeiros princípios do amor que devem ser regidos pelo altruísmo no meu eu divino.

Preciso compreender que o arrependimento é uma decisão de minha vontade e que eu preciso ter uma experiência de conversão, para que não tome atalho que possam me levar a situações equivocadas e a chegar num determinado ponto de minha vida tenha voltar à estaca zero, mas ai pode ser tarde demais, pois uma semente ruim foi plantada e evidentemente a lei da semeadura se cumprirá. Jesus disse “Tudo o que o homem plantar, certamente colherá”.

Que Deus me de sabedoria do alto e que eu possa viver meus momentos motivados pelo amor Dele em minha vida.

Autor: Pedro Almeida
Coordenador Nacional Ministério de Casais da Igreja Quandrangular
www.minacq.com.br e www.centraldepregadores.com.br/pedro-almeida

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